terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Vamos ler novamente? Fernanda Young - Para quem me odeia



Eu te amo. 
E não seria metade do que sou sem você, juro.
É seu ódio profundo que me dá forças para continuar em frente, exatamente da minha maneira.
Prometa que nunca vai deixar de me odiar ou não sei se a vida continuaria tendo sentido para mim.
Eu vagaria pelas ruas insegura, sem saber o que fiz de tão errado.
Se alguém como você não me odeia, é porque, no mínimo, não estou me expressando direito.
Sei que você vive falando de mim por aí sempre que tem oportunidade, e esse tipo de propaganda boca a boca não tem preço.
Ainda mais quando é enfática como a sua - todos ficam interessados em conhecer uma pessoa que é assim, tão o oposto de você.
E convenhamos: não existe elogio maior do que ser odiado pelos odientos, pelos mais odiosos motivos.
Então, ser execrada por você funciona como um desses exames médicos mais graves, em que "negativo" significa o melhor resultado possível.
Olha, a minha gratidão não tem limites, pois sei que você poderia muito bem estar fazendo outras coisas em vez de me odiar - cuidando da sua própria vida, dedicando-se mais ao seu trabalho, estudando um pouco.
Mas não: você prefere gastar seu precioso tempo me detestando.
Não sei nem se sou merecedora de tamanha consideração.
Bom, como você deve ter percebido, esta é uma carta de amor.
E, já que toda boa carta de amor termina cheia de promessas, eis as minhas:
Prometo nunca te decepcionar fazendo algo de que você goste. Ao contrário, estou caprichando para realizar coisas que deverão te deixar ainda mais nervoso comigo.
Prometo não mudar, principalmente nos detalhes que você mais detesta. Sem esquecer de sempre tentar descobrir novos jeitos de te deixar irritado.
Prometo jamais te responder à altura quando você for, eventualmente, grosseiro comigo, ao verbalizar tão imenso ódio. Pois sei que isso te faria ficar feliz com uma atitude minha, sendo uma ameaça para o sentimento tão puro que você me dedica.
Prometo, por último, que, se algum dia, numa dessas voltas que a vida dá, você deixar de me odiar sem motivo, mesmo assim continuarei te amando. Porque eu não sou daquelas que esquece de quem contribuiu para seu sucesso.
Pena que você não esteja me vendo neste momento, inclusive, pois veria o meu sincero sorrisinho agradecido - e me odiaria ainda mais.

Com amor, da sua eterna... 
MENINA CARMIM

A melhor imagem da semana - Facebook



Facebook - Café e Poesia

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Qual o seu gosto na literatura?

Foi esta a primeira pergunta que a professora de Didática fez quando entrei na sala de aula.
Entrei em pânico.
Que resposta eu daria para aquela mulher que parecia a Dona Eulália da novela Lado a Lado com o cabelo e maquiagem da Dercy Gonçalves.

Era um dinossauro em forma de professora. Um fóssil vivo naquele sapato preto e saia abaixo do joelho.
Que diabo de pergunta é esta Ogum?
Tremi. Eu poderia dizer aquela criatura que eu me interesso demasiadamente por literatura feminista e filosofia? Na certa eu ficaria marcada eternamente na disciplina daquela brucutu.
Daí meus colegas de classe começaram a citar autores, dentre eles: Piaget, Paulo Freire, Freire, FREIRE. Paulo, e assim por diante. Alguns foram de encontro aos gêneros: ficção e romance.
Ninguém, absolutamente ninguém fora além daqueles que são esperados. Apenas uma alma citou Freud.
Minha hora de falar estava chegando... Eu já tinha até decorado o que eu ia falar. Ela olhou pro relógio e liberou a turma. Não tive a oportunidade de partilhar um pouco da minha literatura... Fiquei triste.
Queria tanto falar de Sartre, Beauvoir, Beiriz, Machado de Assis, J.R.R.Tolkien, Elisa Lucinda, Fernando Anitelli... Coisas tão diferentes no meu curso de pedagogia camponesa...
Não tive a chance. Fui censurada bem na minha vez de falar! E nunca mais tive aula com aquela criatura. (Para glória dos deuses)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O último balcão de informações de 2012

Não posso deixar minhas crias desoladas... Não mais.
Passei o ano inteiro dizendo que ia voltar e blá blá blá e não escrevi uma coisa decente destinada à vocês, meus queridos pupilos.
Pois bem. Agora não vou dizer que vou voltar nem que vou ficar. Digo que irei aparecer vez ou outra quando a minha tediosa vida de universitária/do lar assim me permitir.
Amo vocês, queridinhos da tia, que agora tricotarão juto a mim!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Versos de uma (ini)mizade

São torres.
Duas grandes torres
em chamas.
Fogo que faz
do que se pensava
amizade
nada mais que cinzas.

Como sobreviver?
Como não sentir
os dentes dos lobos
a me cortar a carne?

Crua.
Ah! Vida crua!

Deixo meu sangue escorrer
Pelos cantos
nojentos
das bocas
de quem pensa
prevalecer.

Lobos embriagados!
Todos eles
Com meu sangue.
E pensam
Que me levam
à morte.

Ingênuos!
A vida pode ser crua.
Posso fingir me entregar
Mas não se pode
crucificar
o que ultrapassa
teu próprio entendimento.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Enquanto isso...

Não concordo com muita coisa dessa tal de Educação do campo.
Nem sei como é que fui parar nesse curso de Pedagogia do campo.
Para uma graduanda do terceiro período tô é muito besta e critico de mais; mas é porque eu não vejo tanto futuro assim.
Corrigir caderno de criança, alfabetizar adultos, tudo isso é lindo, mas não quero morrer fazendo isso.
Alfabetizar adultos, passar meu final de semana corrigindo atividade, planejando aula... Isso era coisa que eu fazia desde os 17 quando ainda estava no ensino médio.
Agora que estou na universidade não me contento mais com isso. Até porque antes de ser universitária eu já tinha marcado a ferro na cabeça que não queria o mesmo destino que a minha mãe. Eu pensava em ser uma historiadora.
Sempre tive uma paixão inexplicável pela história e queria meu diploma na área.
Um belo dia de 2010, antes de ir dar minhas aulas num asilo de idosos, (sendo paga pela prefeitura com míseros 250 reais) decidi que queria fazer vestibular pra história.
Com tanta correira e falta de atenção acabei perdendo o prazo para as inscrições do PSS da UFPB. Fiquei puta comigo, aí desisti  e nem liguei mais com isso até que uma noite, o professor de Química me procurou e perguntou se eu já tinha feito a inscrição pro Enem.
O relógio marcava as 20 horas do último dia de inscrição.
Corri pra Lan house que tinha na frente do colégio e fiz minha inscrição.
Eu trabalhava o dia inteiro e estudava à noite. Chegava em casa tarde e exausta e não tinha mínima vontade de revisar as matérias para o Enem.
E assim fui seguindo até que chegou o dia da prova. Eu tinha absoluta certeza de que não iria passar.
Fiz as provas, uma redaçãozinha mixuruca e esqueci daquilo.
Um amigo meu me perguntou sobre os meus resultados no Enem. Dei meu CPF e minha senha e mandei ele procurar. Ele viu, somou as notas e me esculhambou quando eu disse que não tinha ainda me inscrito para o SiSU.
Fiz minha inscrição no SiSU para História e Psicopedagogia. Fui acompanhando as notas dos outros inscritos e no terceiro dia mudei minhas opções para Psicopedagogia e Pedagogia. No penúltimo dia para o encerramento das inscrições inverti minhas opções, ficando assim Pedagogia e Psicopedagogia.
Primeiro lugar pra Pedagogia e 19º em Psicopedagogia.
Fui fazer minha matrícula para pedagogia e por um infortúnio fui parar no curso de pedagogia do campo.
Não gosto do curso e pensava,até ontem em mudar para Filosofia.
Ontem um ex-professor meu de Inglês, o tão conhecido Ramos (conhecido por seus palavrões e por dominar francês, inglês, alemão, espanhol, um pouquinho de chinês e outras línguas) me mandou um simplório recadinho pela minha mãe:
Diga a Amanda que mande o povo ir tomar no c* que quem se fod* pra estudar é ela. Diga a ela pra terminar esse curso e botar pra f*der em quem quer que seja. Eu me fod* no curso de inglês. Tinha disciplina que eu não gostava e ficava a aula todinha batendo o pé dizendo miser*, um dia eu me vingo. Só tinha umas merdinhas do c* doce na minha sala, eu aguentei os quatro anos e no dia da formatura mandei tudo tomar no c*.

Se eu sobrevivi um ano, sobrevivo a mais quatro.
Vou terminar, fazer tudo direitinho, como manda o figurino e é claro, seguindo os conselhos do professor Ramos.
Enquanto isso vou estudando, estudando, estudando e mandando muito gente à merda.
(só tô tendo essa coragem por ter muita gente boa do meu lado).
Agora vou me esforçar para ler um livro sobre os conflitos territoriais e o MST.

Se eu fosse eu ou quem eu sou

Estava procurando vídeos no You Tube. Eu não sabia bem o que estava procurando, só sabia que procurava alguma coisa que me prendesse a atenção num dia frio e nublado como hoje.
Deparei com uma interpretação de Clarice Lispector por Aracy Balabanian.  Clarice completa muitos pensamentos meus e de muita gente, por vezes acaba se tornando um tanto clichê, mas Clarice é Clarice e é visceral por muitas frases.
O título do Vídeo é Se eu fosse eu.
Ah! Se eu fosse eu... Seria exatamente do jeito que Clarice descreve: "Acho que se eu fosse realmente eu, os amigos não me cumprimentariam na rua, porque até minha fisionomia teria mudado. Como? Não sei" 

Se eu fosse eu, não teria me deixado ser tão manipulada, tão massacrada, tão mal interpretada. Aliás, eu não me preocupo tanto com isso. Mas socialmente, familiarmente as pessoas tem que ser outras, tem que adotar outras posturas,outras palavras, outras expressões. Tudo isso vai matando o que se é por dentro.
E o que se é por dentro?
É aquilo que não é tão superficial quanto a gente parece ser por fora... É alguma coisa mais profunda, mais secreta...
Ah... se fosse eu aquilo que sou por dentro...
Mas vou ensaiando. Tentando ser o que eu sou. E mesmo com pouquíssimas mudanças, algumas pessoas já não entendem.
Quem sou eu? Não sei.
Sei que eu não sou aquela que bebia irresponsavelmente para afogar mágoas, dúvidas e tristezas e alegrias. Também não sou nenhum pouco modesta (eu li Schopenhauer).
Eu sou aquela que dorme demais nas férias, que lê, que escreve, que pensa, que busca ser livre. Imprevisível, por isso não aceito conceitos de mim.

eu sou toda coração

eu sou toda coração


*Imagens retiradas do site Ideias de fim de semana.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Mais uma fajutice

Confesso que comprei o discurso inicial sobre o suposto estupro no BBB 12. Comprei mas devolvi assim que caí na real.
A Globo é capaz de qualquer coisa pra conseguir audiência... Qual-quer coisa! Até colocar no Script do programa um estupro só pra levantar essa e aquela outra discussão na sociedade.
Não confio em nada que venha da Globo. Sei que estou generalizando, que isso é burrice mas, não acredito nem no Globo Repórter, quanto mais num Reality Show.
Não gosto desses programinhas que vendem a imagem da realidade. Realidade pra mim é ônibus lotado, é passagem de ônibus altíssima, é criança consumindo droga, é gente sem casa pra morar, é conflito de terra, é polícia corrupta e vários etc anônimos espalhados por aí.
Meu raciocínio sobre o caso do "estupro" no BBB é simples:

1º Colocam um negro na repescagem do programa
2º O apresentador que vende uma imagem de intelectual faz uma perguntinha "inofensiva" ao dito negro cotista, já visando uma discussão acirrada.
3º Fazem questão de mostrar o tempo inteiro a tal da "vítima" rebolando em frente às câmeras de uma forma bastante estimuladora (hehe) pros outros participantes.
4º A produção arma uma festinha daquelas, cheia de álcool e energético.
5º Os participantes são informados de que haverá uma seleção: a pessoa mais animada da festa vai ganhar um prêmio em dinheiro
6º Considerando que todos estão sedentos por dinheiro, a galera bebe exageradamente pra ficar mais animadinha
7º Quem não sabe beber se lasca.
8º A mulher que passa 99,9% do tempo chamando atenção pra cima dela e se exibindo (Digo isso porque assisti a primeira semana do programa e vi a Monique dando pitizinho o tempo inteiro, a começar pela entrada dela na casa, passando pelas aulas circenses p/ prova da comida: "Ah, eu não consigo fazer, todo mundo consegue... Buááá" e continuando festa afora)
9º Daniel dá em cima da loirinha bonitinha (eca!) e a dita cuja faz charminho a festa inteira. Teve até uma hora que a guria diz: Sai de perto que eu gosto. Aham... entendi.
10º A Monique lembra de tudo que fez depois que saiu da festa. Menos do suposto estupro. Ela diz se lembrar que saiu da festa, foi tomar banho, conversou com não sei quem, vestiu a calcinha, o shortinho (é no diminutivo mesmo) e foi deitar. Aí ela lembra que Daniel deitou com ela e ela tava com muito tesão. Ela deu um beijo nele com muito tesão e rolou muita mão pois ela tava com tesão.
11º No vídeo, durante os movimentos estranhos (anham...) de Daniel embaixo do edredom vi a Monique levantar a cabeça...
12º No dia seguinte o apresentador vende: O amor é lindo!
13º Um monte de gente (assim como eu) que quer que o programa seja retirado do ar lançam a campanha na Internet: #ForaDaniel
14º Visto o movimento dos internautas, a produção do programa (leia-se Boninho) chama a Monique no confessionário pra uma conversa bem light.
15º De tão Light que a conversa foi, acaba vazando (acidentalmente né?) o áudio do que foi dito pela Monique no tal confessionário
16º Aí, num repente, A bichinha não lembra de mais nada, Daniel é expulso do BBB e ela parou com a versão piri-pipiri-pirigueti.
17º Todos os canais de TV aberta (menos o SBT) colocam o tema como manchete nos programas de fofoca.
18º O caso vira assunto num monte de sites
19º A polícia investiga o caso
20º o cara é expulso do programa, pode ser preso (para a glória do apelo social)

Eu tô de saco cheio do caso. Assim como tô de saco cheio de BBB, Fazenda, O aprendiz e afins...
Agora que a polícia entrou em cena os argumentos estão ficando escassos e fazem pouco sentido. na minha humilde opinião, não houve nenhum estupro. O que ocorreu foi uma péssima interpretação do script.
E eu não aguento mais escrever esse post, não aguento mais Big Brother e não aguento mais essa perca de tempo.

Estupro não é isso. Não é mesmo, em outro post eu justificarei.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

BBB12: O negro da Casa grande

Malcolm X
"Um branco perguntar a um negro porque o odeia, é como um estuprador perguntar à violada: Você me odeia? O branco não está em posição moral para acusar o negro. (...) Para isso, é preciso entender que, historicamente, havia duas espécies de escravos: o negro de casa e o negro do campo. O negro da casa vivia junto do senhor, na cave ou no sótão da casa grande. Comia, vestia-se bem e amava o seu senhor. Amava mais o senhor que o senhor amava ele. Se o senhor dizia: "Temos uma bela casa!" Ele 
respondia:"Temos sim! " Se a casa pegasse fogo, o negro da casa corria para apagar o fogo. Se o senhor adoecesse ele dizia: "Estamos doentes!" Estamos doentes é o que o negro da casa pensa. Se um escravo do campo lhe dissesse: "Vamos fugir desse senhor" ele respondia: "Existe coisa melhor do que temos aqui? Não saio daqui" O chamávamos de negro da casa e é o que lhe chamamos agora, porque há muitos negros da casa.
Filme: Malcolm X  . EUA, 1992


Ontem estreou a décima segunda edição do programa ícone da alienação brasileira: O Big Brother Brasil. Falo especialmente do Brasil porque ainda é o único país em que esta versão do programa tem destaque.
Assisti a tal estréia, só para ter ideia dos tipos que serão manipulados por lá. Logo identifiquei um bissexual de meia idade cheio de tatuagens: um caroço no angu da sociedade brasileira. Depois vi a professora de artes Mayara, produtora de filmes pornô, também bissexual.
Até aí João Carvalho e Mayara eram os dois tipos diferentes colocados no programa para preencher a "cota". Eram então 12 participantes, mas faltavam ainda 4 pra fechar a conta de 16. Pedro Bial então revela os nomes das quatro pessoas restantes: Uma loira magra, uma morena gorda, um rapaz com cara de caipira e chapéu de cowboy e um negro do cabelo power.
Completaram-se as cotas.
Continuei assistindo aquela bagaça (vale salientar que detesto o programa). Uma ânsia terrível me veio quando assisti a isso:


Um negro da casa grande. Um negro que não acredita em preconceito. Um negro que não sabe o que é ser negro. Um cotista num programa de brancos. Um negro que envergonha a todos nós, negros e afrodescendentes. É claro que DEVERIA ser assim. MAS NÃO FUNCIONA ASSIM!
Será que ele não percebeu que é o único negro da casa, que já entrou na repescagem?
O caráter preconceituoso do programa, do apresentador, do produtor e da emissora é indiscutível, qualquer pessoa com o mínimo de bom senso pode observar isso nas novelas, nos programas, no elenco, nos apresentadores...
Um cara afirmar isso na TV na mesma semana em que um PM agride um estudante da USP por ser negro, na mesma semana em que a cracolândia é sufocada com ênfase na violência contra os negros é, no mínimo irônico. Se fosse só o sangue vermelho que importasse não aconteceria isso:





Cada vez mais acredito que os participantes seguem um script, e que o Big Brother é um programa medíocre que não tem finalidade nenhuma. 
Vestido na capa de um programa ecologicamente correto, disseminador dos bons costumes e etc e bonzinho, os brasileiros, em sua maioria esquecem de pensar, de ler, de ter senso crítico, de opinar...
Temos então três meses de pura alienação rolando no ar. Que comecem os jogos medíocres! 
Eu só posso dizer que eu tenho um sonho...

Quem cede a vez não quer vitória
Somos herança da memória
Temos a cor da noite
Filhos de todo açoite
Fato real de nossa história


Se o preto de alma branca pra você
É o exemplo da dignidade
Não nos ajuda, só nos faz sofrer
Nem resgata nossa identidade
(Jorge Aragão - Identidade)





segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O velho Alfredo - texto de Aurea Cristina

Boa tarde, queridos!

Hoje não publico um texto meu, mas de uma querida leitora, a Aurea Cristina que compartilhou conosco a alegria por uma data especial na família dela : o Centésimo primeiro aniversário de Alfredo Ferreira de Barros, o seu avô.
O texto abaixo foi publicado pela Aurea no Portal Piancó. Um belo texto que conta brevemente a história da família Barros. Achei justo compartilhar isso com vocês também, já que não é todo dia que temos a chance de celebrar o centenário de alguém... Enfim, muitos anos de vida ao Seu Alfredo!


O Velho Alfredo



Seu Alfredo e Dona Cristina Barros
Hoje, dia 09 de janeiro de 2012, completa 101 anos o meu avô e pai, Alfredo Ferreira de Barros.
O patriarca da longevidade. Quero fazer uma homenagem a esse homem forte, raiz da nossa família, e que a sustenta ainda, do alto dessa idade tão significativa e porque não dizer avançada, pois é um avanço mesmo viver tanto.

Há exatos 66 anos, veio para Piancó, a serviço dos Correios, como condutor de malas e aqui fixou residência,  estando até os dias de hoje. Natural de Alagoa Grande, no brejo paraibano, casado com Cristina Lucas de Oliveira, minha doce avó que já está mais perto de Deus, teve 07 filhos, estando vivos 02 : José Ferreira de Barros e Lindalva Lucas de Barros Xavier. Recentemente meu tio Valdemar Ferreira de Barros também partiu, nos deixando tristes e saudosos, mas certos de que ele está em paz, e isso nos reconforta. Desses filhos, recebeu os netos: Fernanda, Barros Jr, e Germana, filhos do primogênito José. De Valdemar vieram Walma, Weluska e Valdemar Jr.  De Lindalva, sua caçula: Aurea Cristina, Alfredo Neto  e Francisco Xavier Neto. E os bisnetos, Rebeca, Priscila, Barros Neto, Pedro Henrique e Thaís Liany.

Em nome da família Barros,  estou aqui para declarar de público o amor e admiração que temos por você, meu Avô lindo, que com todo amor,  carinho e dignidade  fizeste uma família de pessoas íntegras e honestas. Que nos faça sempre  espelhar  na tua força e firmeza no propósito de viver. Que lhe desejamos ainda mais vida, para que possamos no decorrer de nossas existências, desfrutar da sua presença afável e ímpar, e  dela  sempre extrair lições para que possamos nos mirar no seu exemplo.
Parabéns pela Vida, Vô Alfredo. Que Deus lhe abençoe, como sempre você faz conosco. É uma dádiva d’Ele nos presentear com esse momento e celebrar os teus 101 anos.
Seu Alfredo e Filhos
Texto de Aurea Cristina Barros Xavier