sábado, 22 de janeiro de 2011

Libertação

Catedral de Sevilha

Meu coração tem catedrais imensas,
tempos velhos de outras datas
Onde Afrodite, serenatas
Canta a Aleluia virginal da desconfiança

Na abóboda brilhante e nas colunatas
Jorram irradiações fulgurantes e intensas
Lâmpadas acesas suspensas
E as pedras e os ornatos e as flores

Como um pobre e infeliz Templário
Entrei um dia nessas catedrais
E nesses espaços iluminados ao meio

Erguendo a espada sangrenta
Agitando a lança
No desespero dos descrentes
Quebrei a imagem dos meu próprios sonhos.

Recriação de "Vandalismo" de Augusto dos Anjos.

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