segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sonho de Ícaro


Quando Ícaro fez a besteira de se deixar atrair pela beleza do sol inebriado pela sensação de liberdade e do "poder ir por qualquer lugar" deixou para nós valiosa lição.
Naquele simples ato de ignorar as instruções de seu pai acabou por morrer vítima de seu impulso.
Mas eu sinceramente não o condeno por essa atitude; pelo contrário, Ícaro me dá exemplo.
Quando ele se viu com o poder nas mãos deixou-se levar por seu coração e só. Nada mais importava, nada, a não ser o que predominava em seu coração.
Ícaro simplesmente viveu e não fingiu seus sentimentos, não mentiu e isso o levou à morte. Creio que morreu em paz, pois não sentiu dor.

Viver e não fingir - como diria o saudoso Byafra - deveria ser uma virtude dos seres humanos, mas, para muitos é mais fácil esconder-se atrás de qualquer coisa, enfim, misturar-se com a multidão.
Hoje, a maior coisa que oculta as pessoas é a religião. E afirmo com certeza que muitas aprisionam as pessoas, estimulam-nas a não ter opinião própria e é aí que criam-se uma geração de irrealizados.
É esse cristianismo pré-histórico a que as pessoas se prendem que as torna seres humanos doentes e que temem a um Deus que só castiga, que joga no inferno e que as põe numa vida de privações. Digo que esse Deus não existe!
O Deus que existe nos fez para o amor, para o acerto e para o erro também.
Diante disso podemos concluir que fomos criados para sermos livres para realizar sonhos e desejos, seja o que eles forem, fáceis ou difíceis.
O que nos torna seres humanos irrealizados é a capacidade de temos de nos esconder atrás das circunstâncias.
O que nos torna realizados é a capacidade que temos de ir à luta e conquistar algo que seja só nosso indo por um caminho nunca trilhado por outro.

"Há sempre algo a mais para conquistar"

Façamos como Ícaro.
Temos que ir por um caminho só nosso, sem nos importar com a crítica, sem se importar com "aquilo que possa vir a acontecer" Com certeza teremos mais sorte que Ícaro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário