quinta-feira, 31 de março de 2011

Deixaram no meu Orkut:

Eta Paraíba arretada...

Paraibano não fica solteiro...ele fica solto na bagaceira!

Paraibano não vai com sede ao pote.. ele vai com a bixiga taboca!

Paraibano não vai embora... ele vai pegá o beco!

Paraibano nao diz 'concordo com vc' ... ele diz 'Né isso, homi!!'

Paraibano não conserta... ele Imenda!

Paraibano não bate... ele 'senta-le'a mãozada!

Paraibano não sai pra confusão... ele sai pro 'MUÍDO'!

Paraibano não bebe um drink... ele toma uma!

Paraibano não é sortudo... ele é cagado!

Paraibano não corre... ele dá uma carrera!

Paraibano não brinca... ele manga!

Paraibano não toma água com açúcar... ele toma garapa!

Paraibano não engana... ele dá um migué!

Paraibano não percebe.... ele dá fé

Paraibano não vigia as coisas... ele pastora!

Paraibano não sai apressado... ele sai desembestado!

Paraibano não aperta... ele arroxa!

Paraibano não usa zíper... usa 'riri'!

Paraibano não dá volta.. ele arrudêia!

Paraibano não espera um minuto... ele espera um pedaço! 

Paraibano não vai para o CÉU quando morre , ELE NASCE E VIVE NO 
PARAÍSO!


DEDICADA A TODOS OS PARAIBANOS E A QUEM NÃO É TAMBÉM PARA QUE SINTA O QUE É MORAR NESSA TERRA MARAVILHOSA. PARAIBANA SIM SENHOR!


A idéia de deixar esse recado no meu orkut foi do meu amado amigo Thiago Souto, um pernambucano que vive por acá. Ele é super apaixonado pela Paraíba, e principalmente pela minha terrinha: Santa Rita. 

Péssimas contradições

   As pessoas que me cercam são maravilhosas, confesso, mas algumas me intrigam.
   Há uma, em especial que feriu minha alma quando conversava com ela sobre a morte (o suicídio) de meu amigo Daniel.
    Essa pessoa, que se diz espírita, me falou barbaridades sobre o meu amigo. Falou que ele era um "sem fé", que seria condenado ao inferno, que nunca obteria salvação, que ele se tornaria um vampiro, um obcessor meu...
    Sinceramente, eu não acreditei nesse discurso. É muito difícil pessoas que são encantadas com a sua religião me convencerem com suas ideologias. Digo isso porque já fui vocacionada, pretendia ser freira, fui pregadora da Renovação Carismática Católica, fiz parte de grupos de intercessão e mais um monte de coisas banais, nas quais não acredito mais hoje, por ter visto que tudo aquilo não passava de mera ilusão.
    Me sinto suficientemente adulta para não acreditar mais em "contos de fadas" (ou contos do inferno).
    Não acredito em céu, ou inferno... lendo um livro espírita, pela primeira vez ouvi falar sobre o "Vale dos Suicidas" e achei essa idéia bem mais sensata que a pregação da existência de um "inferno" onde existe apenas tortura.
      Se não me engano, em algum lugar da Bíblia se diz que nenhuma das ovelhas do Senhor se perderão, mas também acho a Bíblia muito contraditória. Enfim, não acredito mais nessas porcarias que as pessoas pensam e querem obrigar as outras pessoas a acreditarem.
     Estou seriamente revoltada com isso. Alguma delas por acaso já morreu e voltou do além-túmulo? Acho que não, então, elas não podem afirmar para onde meu amigo foi.
      Hoje, só sei que acredito no que eu vejo e no que eu sinto. Sinto que Daniel está bem. Antes de ser um Suicida ele era muito religioso. Acreditava em Deus mais que eu.
       Para as pessoas que pensam que Daniel fez uma insanidade eu reafirmo: Ele tinha um Câncer,onde só tinha 10%de chance de sobreviver ao tratamento, ia morrer de qualquer jeito, era apenas uma questão de tempo. Era homossexual, e por isso o sr.pai dele o expulsou de casa aos 18 anos, quando descobriu de um relacionamento de Daniel com um amigo nosso. Depois desse episódio com o pai, ele terminou o tal relacionamento e não teve nenhum outro. Ele se sentia magoado por ter decepcionado o pai.
        Não somos ninguém para julgar os outros, e não admito que ninguém venha julgar o meu amigo, que sofreu muito. Três meses já se passaram, e eu acredito que o que ele tinha que pagar pelo ato já foi pago. Espero que ele siga em luz.
         E NÃO QUERO MAIS OUVIR ESSAS CONTRADIÇÕES E SUPOSIÇÕES SOBRE A VIDA APÓS A MORTE.
          Sem mais.

**Revoltada com a morte...

No meu livro de bruxaria procuro um feitiço que possa trazer um morto de volta à vida.
Procuro na magia branca, na negra, na vermelha, na translúcida... Nada Acho.
Foi então que descobri o tamanho da incompetência desses bruxos; eles não conseguem fazer o que a gente quer.  Separam e unem casais, dão fortunas a uns e tornam outros pobres, tentam matar... mas não ressuscitam ninguém.
Gastarei meu tempo procurando uma fórmula onde eu possa ir falar com a morte. Quero dialogar com ela, face a face. Eu não a temo, vou enfrentá-la. Ela não pode simplesmente chagar por aqui ceifando a vida daqueles que amo.
E se ela me chamar para colher almas com ela, eu irei, sem exitar; afinal de contas, o que mais quero está com ela.
Como bruxa amadora e solitária que sou vou providenciar meus próprios feitiços. Sei que vou conseguir.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Escritoras Paraibanas do século XX

Na Paraíba, como em todo o Nordeste e no país, a literatura feminina somente começa a ser visível no início do século XX. Embora os livros de História da Paraíba não citem a presença e participação das mulheres no contexto dos anos vinte, e, ainda hoje desconhecidas, as mulheres na Paraíba foram presença constante, principalmente nos jornais, publicando crônicas, poesias, contos.
As diversas modificações na área política, econômica e social, repercutem nos estilos de vida do universo feminino. As mulheres entram no espaço público, anunciando que são sujeitos da História. A literatura sempre caminha articulada com o momento histórico, refletindo sua ideologia, quer na adesão ao pensamento dominante, quer contestando a voz corrente e as tendências em voga. A partir das últimas décadas do século XIX, floresceu no Brasil uma fecundíssima literatura de autoria de mulheres, a grande maioria delas hoje totalmente esquecidas nas camadas do tempo (Luzilá Gonçalves Ferreira, 1999).

BIOGRAFIAS DE ALGUMAS ESCRITORAS DA PARAÍBA

Anayde Beiriz
Anayde Beiriz nasceu no dia 18 de fevereiro de 1905, em João Pessoa. Sendo seus pais José da Costa Beiriz e Maria Augusta de Azevedo. Estudou na escola Normal Oficial do Estado, onde recebeu seu diploma de professora em 1922. Lecionou em uma colônia de pescadores, em Cabedelo, durante o dia ensinava as crianças e a noite aos adultos. Aos 20 anos, ganha o concurso de beleza, promovido pelo Correio da Manhã, como a mais bela paraibana em 1925. Em 1927, habilitou-se em datilografia, na Escola Rimington, na primeira turma mista da conceituada Escola. Poeta, escreveu várias poesias, que foram publicadas na Revista ERA NOVA. Foi noiva do bacharel João Dantas. Foi enterrada como mendiga no Cemitério Santo Amaro, Certidão de Óbito Nº2585. Seu resgate se deu 50 anos depois pelo historiador José Joffily. Faleceu no dia 22 de outubro de 1930.
        
Adamantina Neves

Adamantina Neves, nasceu em João Pessoa no dia 26 de setembro de 1905. Filha de Arthur Jader de Carvalho Neves e Maria Gomes de Carvalho Neves, é a primeira filha de uma prole de 10 irmãos. Desde os 06 anos de idade declama,por influência de sua tia Fininha. Estudou na escola Normal Oficial do estado, onde recebeu o diploma de professora. Foi professora de várias gerações: da escola Santa Rosário ao Grupo escolar Epitácio Pessoa no Jardim de Infância sua maior paixão. Entre seus alunos podemos citar pessoas como Dr. Odilon Ribeiro Coutinho, a deputada Lúcia Braga, o deputado José Clerot, o prefeito Jader Pimentel, o jornalista e escritor Luiz Augusto Crispim, Dr. Everaldo Soares Júnior, o jornalista e escritor Otávio Sintônio Pinto e muitos outros alunos. Sua juventude foi marcada com vários fatos, como por exemplo: o seu apoio a Campanha de João Pessoa, foi liberal de corpo e alma. Para Adamantina o Presidente João Pessoa foi um ídolo e continua sendo. Suas obras: “Janelas” e “Portas Abertas” e “Folhas de Portas”, livro de poesias. Faleceu em 05 de janeiro de 2000.

Apolônia Amorim

         Apolônia Amorim nasceu em Barra de Santana, Cabaceiras, em 09 de fevereiro de 1904. Professora participou ativamente das Campanhas Cívicas, inclusive o movimento popular de apoio a atuação de João Pessoa, em 1930. Além de participar no movimento da aliança Liberal e na Intentona de 35, no repúdio à Lei da Segurança Nacional e na fundação do Comitê Clara Camarão, em Campina sob sua direção. Contribui com vários artigos de cunho político e social nos Jornal “A UNIÃO” e “A IMPRENSA”, na Página feminina. Faleceu no Rio de Janeiro em 1949.

Ambrosina Magalhães

Ambrosina Magalhães nasceu em 1860. A atuação de Ambrosina M. Carneiro da Cunha na poesia paraibana do século XIX está registrada a partir do poema “Nas Margens do Capibaribe”, publicado no jornal liberal Paraybano em dezembro de 1880. Com vinte anos de idade, Ambrosina já demonstra uma simpatia em defesa do feminismo, não só por assumir sua vocação poética, como por de ser uma das poucas mulheres a entrar, em 1881, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Seus poemas transitam entre “Romantismo e Simbolismo”. Deste último estilo é o soneto “Noetivago”. “Já vai bem alta à noite. E sobre o lago manso / Finíssimo lençol de gaze cor de poeta / Vão dois cisnes boiando um suave remanso / Enquanto vai passando a doce serenata”. Apesar de uma intelectualidade e participação dinâmica na imprensa, Ambrosina nunca publicou livro.

Albertina Correia Lima

Albertina Correia, filha de Lindolfo José Correia das Neves. Advogada. Foi professora por muito tempo, destacando-se entre seus alunos Oris Barbosa. Bacharel em Direito pela Faculdade do recife, diplomada em 1931. Contribuiu com vários artigos na Revista ERA NOVA, e nos jornais “A UNIÃO” e “A IMPRENSA”, como também, escrveu vários artigos nas revistas do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, onde ingressou em abril de 1938,além de fazer parte da Associação Paraybana Pelo Progresso Feminino no ano de 1933, onde possuía o cargo de oradora. Albertina sempre demonstrou seu interesse pela emanciapção da mulher. Autora do livro”João da Mata” (biografia). Faleceu em 18 de março de 1975.

Alice Azevedo Monteiro

Alice Azevedo, professora e jornalista. Notável educadora. Contribuiu com vários artigos e poesias na imprensa da capital, além de participar ativamente na Associação Paraybana Pelo Progresso Feminino no ano de 1933, onde possuía o cargo de secretária. Seus artigos de cunho feministas foram publicados nos jornais A UNIÃO e A IMPRENSA. Foi sócia efetiva no conceituado Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, no dia 05 de junho de 1936. Em reconhecimento dos bons serviços prestados à educação da mocidade pessoense, a Prefeitura da cidade de João Pessoa deu seu nome a uma das ruas centrais da capital paraibana.

Catarina de Moura

Catarina de Moura Amsteim nasceu no dia 20 de dezembro de 1882, nesta Capital. Foram seus pais Misaed do Rego Moura e Francisca Rodrigues Chaves Moura. Fez seus estudos primários e secundários na Escola Normal Oficial, onde recebeu o diploma de professora normalista, em 1902. feito o curso de preparatórios no Liceu Paraibano, matriculou-se em 1908, na Faculdade de Direito do recife, de onde saiu formada e laureada, em 1912, obtendo também o prêmio de viagem à Europa. Como quartanista de Direito, advogou no crime, na cidade de Pau d’alho, em Pernambuco. Em 1913, no Governo Castro Pinto, fez conferênciapúblicas, no Teatro Santa Rosa, sobre “Direitos da Mulher” e escreveu, no jornal “A UNIÃO”, crônica assinada como pseudônimo de Paraguaçu. Na escola Normal desta Capital ensinou como professora,as cadeiras de Português, Desenho, Francês e História da Civilização, sendo em 1917, nomeada professora efetiva da cadeira de Português.


Francisca Rodrigues Moura

Francisca Moura, nasceu na capital da Província da Paraíba, no dia 02 de agosto de 1860. Filha de Francisco José Rodrigues Chaves e Catarina de Almeida Rodrigues Chaves. Fez seus estudos primários nas escolas públicas desta capital e nos cursos particulares Veloso e Francisco Gonçalves de Medeiros.Os estudos secundários lhe foram ministrados, particularmente, pelo professor Joaquim Antônio Marques, educador doLiceu Paraibano, visto como naquele tempo, neste estabelecimento, só eram admitidos alunos do sexo masculino. Só mais tarde, quando já era viúva, é que se abriu a escola Normal Oficial do estado, onde recebeu o diploma de professora, no ano de 1890. Em 1894, foi nbomeada professora efetiva da Escola Normal. Durante mais de meio século exerceu o magistério particular. O colégio Francisca Moura foi muito freqüentado. Escreveu as seguintes obras: “Compêndio de Geografia” e “Pontos de Português”, contendo o programa completo do ensino da matéria na Escola Normal, programa que fora elaborado pelo Catedrático Dr. Maximiano José Inojosa Varejão. Faleceu no dia 02 de fevereiro de 1942.

Isabel Iracema Feijó da Silveira

Iracema Feijó, nasceu no dia 25 de dezembro de 1893, na cidade de João Pessoa, sendo seus pais Emídio de Oliveira e Maria Carolina de Lima Feijó. Fez seus estudos primários na Escola pública da professora dona Maria Amélia Cavalcante de Avelar e os secundários na escola Normal do Estado, onde recebeu o diploma de professora, no dia 26 de março de 1908. Em visita Aliança Liberal a santa Rita, em fevereiro de 1930, fez o discurso de saudação. Foi colaboradora em vários jornais como: A União e A Imprensa na Página Feminina, nas revistas Era Nova, Manaíra e Almanaque, desta capital, do Rio de janeiro e dos Estados vizinhos, que estampam suas poesias. Iracema foi a primeira mulher a ter o título de eleitor em 1929 e a votar noEstado da Paraíba em 1930.

Iracema Marinheiro

Iracema Marinheiro nasceu em santa Rita, em 22 de outubro de 1911. Radicada por muitos anos em Campina Grande passa a viver no Rio de Janeiro. Contribuiu com imprensa paraibana escrevendo vários artigos e poesias no Almanaque da Paraíba, Revista Era Nova e Ilustração.Publicou um livro de poesia, Meu Evangelho, o qual recolhe sonetos ao gosto romântico, escritos na juventude e poemas de seus dias atuais de missionária espírita. Ao que tudo indica não mais retornou à Paraíba, pois sua produção cessou em 1933.

Lylia Guedes

Lylia Guedes, nasceu no dia 14 de novembro de 1900, em Nova Cruz Estado do Rio Grande do Norte, mas desde dos três meses, residiu nesta Capital. Foram seus pais Terencio Guedes e Maria Amélia Guedes, com os quais estudou as primeiras letras. Iniciou os estudos secundários no curso de Francisca Moura, nesta Capital.Em março de 1918, matriculou-se na Faculdade de Direito do recife, onde colou grau de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, no dia 16 de dezembro de 1922. Foi sócia fundadora da Associação Paraibana Pelo Progresso Feminino. No dia 09 de julho de 1939, entrou para o quadro social do Instituto Histórico Geográfico Paraibano dos Jornais “A União” e a “Imprensa”. Os jornais fazem menção constante como Advogada, no Fórum da capital, sendo a primeira mulher na Paraíba a fazer parte do Instituto dos Advogados, hoje, Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, como secretária. Proferiu palestra sobre o Bicentenário de D. João VI, entre 1965/75. Faleceu entre o período 1965/75.

Olivina Olívia Carneiro da Cunha

Olivina Carneiro, nasceu no dia 26 de maio de 1892, em João Pessoa.Filha do Sr. Silvino Carneiro da Cunha, Barão do Abihay. No ano de 1904 diplomou-se pela Escola Normal Oficial da Paraíba. Desde cedo mostrou seu interesse pelo magistério dedicando-lhe grande parte de sua vida e mais tarde também as letras. A poeta colaborou em vários jornais e revista da Paraíba.Na década de 30, juntamente com outras adeptas a emancipação feminina fundam a Associação Paraibana Pelo Progresso Feminino, onde sua metade era licenciar as mulheres em busca dos seus direitos como ser pensante e atuante na sociedade. No dia 06 de abril de 1938 entra para o quadro de sócios do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano e do IPGH. Das suas colaborações podemos destacar os jornais “A União” e “A Imprensa”, na coluna Página Feminina, além da revista “Era Nova”, “Manaíra”, entre outros. Olivina faleceu no dia 12 de março de 1977, em João Pessoa.

Eudésia Vieira


Eudésia de Carvalho Vieira, nasceu no dia 08 de abril de 1894, na povoação de Livramento, no município de Santa Rita, sendo seus pais Pedro Celestino Vieira e Rita Filomena de Carvalho Vieira. Fez seus estudos primários na Escola particular de D. Isabel Cavalcanti Monteiro nesta Capital. Recebeu o diploma de professora pública pela Escola Normal Oficial, em 15 de junho de 1911, sendo a oradora da turma. Iniciou a carreira do magistério dando aulas particulares, somente em 1915, através de concurso público, ingressou no magistério oficial. Foi designada para ministrar aulas em Serraria, mais tarde transferiu-se para Santa Rita e, finalmente para a capital do Estado. Casou-se em 1917, com José Taciano da Fonseca Jardim, nascendo desse casamento 14 filhos, dos quais apenas cinco sobreviveram, João Batista, Leôncio, Marcília Celeste e Maria Brasil. Foi professora pública em várias escolas primárias do Estado. Já casada decidiu ser médica, contrariando a vontade do marido e enfrentando todos os obstáculos e preconceitos da época, preparou-se e submeteu-se às provas da Faculdade. Eudésia foi à única mulher numa turma de homens a receber o grau de doutora e a primeira paraibana a conquistar o título, pela Faculdade de Medicina de Recife, ali recebeu o diploma de doutora em ciências médicas e cirúrgicas, por ter sido a única que defendeu Tese (Síndrome de Schickelé), dentre os 52 diplomados naquele ano. Aqui em João Pessoa, instalou um consultório em sua residência, à rua Duque de Caxias, passou a atender e dedicar-se à sua clientela, fazendo da medicina o seu apostolado. Foi Assistente Social da Penitenciária Modelo, sendo muito amada pelos presidiários. Professora, médica, jornalista e poetisa. Eis a mulher Eudésia Vieira. Ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano em 3 de junho de 1922, onde exerceu o cargo de suplente de 1o Secretário no período de 1925-26. Como professora se preocupou muito com a qualidade do livro didático adotado nas Escolas Primárias e, com muito sacrifício, conseguiu elaborar e editar dois livros e adotá-los nas Escolas Oficias do Estado. Como médica, dedicou-se com extremado desvelo às clientes, orientando-as, principalmente na questão do pré-natal, numa época que este exame era totalmente desconhecido pela maioria das mulheres. Como escritora, jornalista e poetisa, foi muito atuante. Colaborou na Revista ERA NOVA, nos jornais, O NORTE, A UNIÃO, A IMPRENSA, A GAZETA DO RECIFE e em NOVELAR, jornal da Festa das Neves. Seu primeiro poema foi publicado quando tinha 14 anos. Realizou muitas Conferencias que, posteriormente, foram enfeixadas em livros. Em 1974, foi convidada para ocupar a Cadeira nº 20 da Academia Fluminense de Letras, onde seu patrono era Alberto Torres; infelizmente, por motivo de saúde não aceitou o convite. Eudésia Vieira, considerava fato marcante na sua vida a conversão ao Catolicismo. Depois desse acontecimento, tornou-se devota de Nossa Senhora de Fátima, a quem atribuiu o milagre de seu salvamento, em 1943, quando o navio em que viajava do Rio de Janeiro para João Pessoa, foi torpedeado por um submarino Alemão nas Costas da Bahia. Em 1974 recebeu o título de cidadã Benemérita da Paraíba e, quando faleceu, foi homenageada com seu nome dado a uma rua do Bairro dos Estados. Deixou publicados os seguintes trabalhos: “Pontos de História do Brasil” (didático); “Cirus e Nimbos”; (versos); “A Minha Conversão e Dom Ulrico Sonntag”; “Síndrome de Schickelé”; (Tese de doutorado); Terra dos Tabajaras (didático) - 1955; Mistério de Fátima - 1952; Conferência - 1948; Dois Episódios de uma Vida; Poema do Sentenciado; O Torpedeamento do Afonso Pena - 1951; Inéditos: “Mortos que Falam”; “A Mãe Cristã e a Educação Eucarística que Ha de Dar aos Filhos”, Além de proferir palestra em sessão solene sobre a Emancipação Política do Brasil. Eudésia exerceu cargo de suplente de 1ª Secretário, no período de 1925-26 no IHGP. Entre o período de 1956/59 assumiu o cargo de Oradora e entre 1959/62 assumiu a Comissão de Contas desta Instituição. Eudésia faleceu em João Pessoa, no dia 16 de julho de 1981.

Analice de Caldas Barros

Analice Caldas, nasceu em Alogoa Nova, no dia 30 de outubro de 1891. Filha de Manoel Paulino Correia de Barros e Ana Salvina de Caldas Barros. Inteligente, concluído o curso primário, transferiu-se para JoãoPessoa, matriculou-se na Escola Normal em 1911, dedicou-se de imediato ao magistério, aos 20 anos. Cultora das letras contribuiu na imprensa local, na revista ERA NOVA tinha um “Álbum de Mlle. Analice Caldas”. Em 1936 foi admitida como sócia efetiva do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Idealizou a chamada Campanha dos Mil Reis Liberal, onde todos os paraibanos eram conclamados a ajudar o Governo do estado para adquirir munição destinada a sustentar a luta de Princesa. Juntou-se ao grupo idealista juntamente com Albertina Correia Lima, Lylia Guedes e fundam a Associação Paraibana Pelo Progresso Feminino que exerce uma incontestável liderança em prol da emancipação da mulher. Faleceu aos 54 anos, em um trágico acidente de avião, ocorrido em Lagoa Seca, Minas Gerais, no dia 15 de fevereiro de 1945.



segunda-feira, 28 de março de 2011

Xodó pre'u ser feliz

O meu amor não é passado
Para ser lembrança em fotografia
Não é fogo de palha
Que queima e logo apaga
Nem é chuva
Que esfria o sertão e logo se vai.

Esse amor que tenho no peito
Pipoca, ferve
Forrozeia no meu coração
E não quer mais esperar
Que você o venha consumir

Ah! meu amor,
Se você não quis
Arranjo outro xodó
Pr'eu ser feliz.



2009

domingo, 27 de março de 2011

Agnosticismo

Na última sexta feira,meu professor de psicologia me despertou interesse sobre uma questão: o Agnosticismo. Ele perguntou se na sala de aula existia algum ateu ou agnóstico. Eu, desconhecia o termo, e então decidi pesquisar sobre e vou compartilhar com vocês alguns trechos da minha pesquisa.

O agnosticismo é a "doutrina que os seres humanos não podem saber da existência de nada além dos fenômenos da sua experiência." - Thomas Huxley - o homem que formulou o agnosticismo.

"Agnosticismo" derivou-se da palavra grega "agnostos", formada com o prefixo de privação (ou de negação) "a-" anteposto a "gnostos" (conhecimento). "Gnostos" provinha da raiz pré-histórica "gno-",que se aplicava à ideia de "saber" e que está presente em numerosos vocábulos da língua portuguesa, tais como cognição, cognitivo, ignorar, ignoto, ignorância, entre outros.
Desde essa época o termo "agnóstico" também tem sido usado para descrever aquele que não acredita que essa questão seja intrinsecamente incognoscível, mas por outro lado crê que as evidências pró e contra Deus não são ainda conclusivas, ficando pragmático sobre o assunto.

Agnosticismo e a crença ou descrença em deuses

Esquema clássico do conhecimento: é possível afirmar, genericamente falando, a existência de crenças verdadeiras sem necessariamente afirmar que constituam conhecimento; entretanto, nunca se pode afirmar se uma crença específica é verdadeira ou falsa sem que haja justificativa (o que a transformaria em conhecimento)
A relação entre a postura agnóstica e a crença (ou não) em algum deus é quem vai determinar se o agnosticismo é teísta, deísta ou ateísta.


Um agnóstico pode crer apenas por fé em algum deus ou deuses, ao mesmo tempo em que admite não ter conhecimento sobre a existência do(s) mesmo(s), podendo ser teísta se acreditar nos conceitos de deuses como descritos por alguma religião, ou deísta se for algo diferente desses moldes.


Contrariamente ao agnóstico teísta, o agnóstico ateísta é alguém que assume não ter conhecimento da existência de deuses e não tem fé na existência de qualquer um.

Fé e conhecimento
De acordo com a tradição filosófica, é considerado conhecimento uma crença que seja verdadeira e adequadamentejustificada. Dessa perspectiva, dizer que acredita em algo sem alegar que isso constitua conhecimento não é contraditório; é apenas incomum, já que normalmente se supõe que as pessoas com determinada crença afirmem que ela seja necessariamente verdadeira (e a parte da justificação costuma ser simplesmente esquecida).
É importante destacar também a crise do conhecimento exato, causal ou científico. Hoje a crença em verdades justificáveis perderam popularidade na medida em que a verdade também pode ser concebida como a "substituição de erros grosseiros por erros menos grosseiros", segundo as palavras de um conhecido filósofo. Ou que "o conhecimento pode ser entendido como o eterno questionamento do mesmo".


Conhecimento no agnosticismo

No agnosticismo, postula-se que a compreensão dos problemas metafísicos, como a existência de Deus, é inacessível ou incognoscível ao entendimento humano na medida em que ultrapassam o método empírico de comprovação científica. Assim, o conhecimento da existência de Deus é considerado impossível para agnósticos teístas ou ateístas.

Se existem ou existiram deuses é considerada uma questão que não pode ser finalmente respondida, ou que no mínimo não foi suficientemente investigada antes que possa considerar satisfatoriamente respondida, pois muitas coisas tidas como relacionadas podem ser frequentemente independentes. Mesmo com a comprovação e aceitação científica daancestralidade comum universal e do mecanismo de seleção natural, não é possível afirmar que deuses não existam; isso apenas impede a interpretação fundamentalista de diversos relatos de criação. Ao mesmo tempo, uma hipotética refutação científica da ancestralidade comum universal, Big-bang e outros eventos da história do universo, ou mesmo uma eventual comprovação de algo como a vida após a morte, também não seriam provas da existência de algum deus em particular ou de deuses de modo geral.
O agnóstico opõe-se à possibilidade de a razão humana conhecer entidades nas linhas gerais dos conceitos de "deus" e outros seres e fenômenos sobrenaturais (gnose tem a sua origem etimológica na palavra grega que significa «conhecimento»). Para os agnósticos, assim como não é possível provar racionalmente a existência de deuses e do sobrenatural, é igualmente impossível provar a sua inexistência. Isso não é necessariamente visto como problema, já que nenhuma necessidade prática os impele a embrenhar em tal tarefa estéril.

A principal divisão interna do agnosticismo reside entre o Agnosticismo Teísta e o Agnosticismo Ateísta. Diferenciam entre si nos termos dos pressupostos para os quais ambos tendem, os teístas partem do pressuposto que existe um Deus, Deuses ou Divindades, os ateístas do princípio que tal é de todo inexistente, embora ambos os grupos assumam que faltam provas que comprovem um ou outro lado.
São igualmente considerados os seguintes grupos:
  • Agnosticismo Estrito - (também chamado de agnosticismo forte, agnosticismo positivo, agnosticismo convicto ou agnosticismo absoluto) a ideia de que a compreensão ou conhecimento sobre deuses ou o sobrenatural se encontra totalmente fora das possibilidades humanas e que jamais tal será possível. Um Agnóstico Estrito diria "Eu não sei e você também não".
  • Agnosticismo Empírico (também chamado agnosticismo suave, agnosticismo aberto ou agnosticismo fraco) — A ideia de que a compreensão e conhecimento do divino ou sobrenatural não é até ao momento possível mas que se aparecerem novas evidências e provas sobre o assunto tal é uma possibilidade. Um Agnóstico Empírico diria "Eu não sei. Você sabe?".
  • Agnosticismo Apático - a ideia de que, apesar da impossibilidade de provar a existência ou inexistência de deuses ou do sobrenatural, estes a existir não teriam qualquer influência negativa ou positiva na vida das pessoas, na Terra ou no Universo em geral. Um Agnóstico Apático diria "Eu não sei, mas também para que é que isso interessa?".
  • Ignosticismo - embora se questione a compatibilidade deste grupo com o agnosticismo ou ateísmo há quem o considere como um grupo agnóstico. Esse grupo baseia-se no fato de que primeiramente é preciso definir Deus, para apenas posteriormente discutir sua existência. Para cada definição de Deus, pode haver uma discussão diferente e diferentes grupos de ateus, teístas e agnósticos referentes àquela definição particular. Um Ignóstico diria "Não sei. O que considera "Deus"?".
  • Agnosticismo Modelar — A ideia de que questões metafísicas e filosóficas não podem ser verificadas nem validadas, mas que um modelo maleável pode ser criado com base no pensamento racional. Esta vertente agnóstica não se dedica à questão da existência ou não de divindades. Um Agnóstico Modelar diria "Eu não sei. Mas podemos criar um".


AS POETISAS NÃO SÃO INGÊNUAS

Há algo de muito forte em mim. Penso que seja repulsa. Nojo desses homens que tratam as mulheres como meros objetos sexuais. Esses machos que esperam de nós apenas um sinal afirmativo para aceitar suas transas banais.
Recentemente, fui enganada por um desses machos. Comecei a gostar dele de maneira cândida, mas, o tal me decepcionou, assim como os outros.Pensava ele que me levaria facilmente para a cama.
Não gosto de generalizar, mas, todos que tenho encontrado apenas desejam-me apenas como sua fêmea.
Amigos, tenho pouca idade, mas não sou idiota.
Sabem eles que sou poetisa, mas, desconhecem que as poetisas tem um ar de feministas, e, as feministas não se deixam levar por meros desejos carnais.
Sonhamos com mais, queremos mais que sexo e fluidos sem reais orgasmos. As mulheres pensantes não são atraídas por um macho que nada tem além de instintos. Mulheres inteligentes querem homens inteligentes. Fêmeas banais desejam machos mais banais ainda, e, caros colegas, não me classifico como uma fêmea sem cérebro.
Pensem o que quiser de mim. Chamem-me do que quiserem, mas, antecipo-lhes que não vou ser mais uma nos seus cálculos. Se não posso ser a única, não vou ser nenhuma.
Mas, há ainda um homem que desejo imensamente; mas existe um terrível desencontro entre nós dois. Com ele não me preocupo em ser  apenas outra em tantas... sabemos que existe apenas o desejo carnal. Ele sim foi um verdadeiro homem, pois nunca me enganou com palavras e poemas; ao contrário de outros, que se mostraram primeiramente como deuses do Olimpo e depois fizeram com que as suas próprias máscaras caíssem.
Amigos, vocês com suas personalidades podres não podem enganar as mulheres poetisas.


sábado, 26 de março de 2011

Estrela de Davi



QUAL O SIGNIFICADO DA ESTRELA DE DAVI ?
Do Holocausto a bandeira de Israel, qual é o significado mais profundo deste símbolo judaico de seis pontas?
Nos tempos atuais, a Estrela de David se tornou um símbolo judaico muito importante. Esta estrela de seis pontas (hexagrama), formada por dois triângulos entrelaçados, é encontrada em mezuzot, menorá, talit, bolsas e kipot. As ambulâncias em Israel tem o sinal da “Estrela Vermelha de David”, e a bandeira de Israel tem uma Estrela azul de David no centro.
Qual é a origem deste símbolo de seis pontas?
Levando-se em conta a longa e difícil história do povo judeu, chegamos a compreensão de que nossa única esperança é confiar em D’us. As seis pontas da Estrela de David simbolizam o controle de D’us sob o universo em todas as seis direções: norte, sul, leste, oeste, em cima e em baixo.
Originalmente, o nome hebraico Magen David significa, literalmente “Proteção de David”, referindo-se poeticamente a   Deus. Reconhece que nosso herói militar, o Rei David, não ganhou por seu próprio poder, mas pelo apoio do Todo-poderoso. Ela também é referência na terceira berachá depois da Haftorá lida no Shabat: “Santificado seja você D’us, Proteção de David”.
Várias outras explicações existem por trás da Estrela de David.
Outra explicação é que a estrela de seis pontas recebe forma e substância através de seu centro. A parte interna representa a dimensão espiritual, cercada pelas seis direções universais. (Uma idéia semelhante se aplica ao Shabat, o sétimo dia que dá equilíbrio e perspectiva ao seis dias de semana).
Na Cabalá, os dois triângulos representam as dicotomias inerentes ao homem: bom versus mal, espiritual versus físico, etc. Os dois triângulos também representam a relação recíproca entre D’us e o povo judeu. O triângulo que aponta “para cima” simboliza nossas boas ações que sobem para o céu, e então ativam um fluxo de bondade pelo mundo, simbolizado pelo triângulo que aponta para baixo.
Uma outra teoria mais prática é que durante o período de rebelião de Bar Kochbá (primeiro século), uma nova tecnologia estava sendo desenvolvida para os escudos utilizando a estabilidade inerente ao triângulo. Atrás do escudo havia dois triângulos entrelaçados, formando um padrão hexagonal de ponto de suporte.
Uma sugestão cínica é a de que a Estrela de David é um símbolo apropriado para a disputa interna que aflige freqüentemente a nação judaica: dois triângulos que apontam para direções opostas!A Estrela de David é um triste símbolo do Holocausto, quando os nazistas forçaram os judeus a vestir uma estrela amarela que os identificava. Na realidade judeus foram forçados a vestir distintivos especiais durante a Idade Média, ambas por autoridades muçulmanas e Cristãs, e até em Israel, na época do Império otomano.
Então, mesmo sendo uma estrela azul flutuando orgulhosamente numa bandeira, ou uma estrela de ouro adornando a entrada de uma sinagoga, a Estrela de David permanece como uma lembrança para o povo judeu de que em D’us nós confiamos.



Origem do símbolo

De acordo com a tradição judaica, este símbolo era desenhado ou encravado sobre os escudos dos guerreiros do exercito do rei Davi. Esta tradição teve origem no fato de o nome hebraico para David (pronunciado David) ser escrito originalmente por três letras do alfabeto hebraico – Dalet, Vav e Dalet. Estes duas letras Dalet tinham uma forma triangular no alfabeto hebraico usado até então, uma variação do alfabeto fenício, conhecido como proto-hebraico. Estas duas letras então eram encravadas nos escudos dos soldados uma sobreposta a outra, formando uma espécie de estrela. Apesar de ser uma explicação plausível, carece de provas históricas ou arqueológicas para prová-la.
A forma atual do Escudo de David já aparecia em diversas culturas do Extremo Oriente há milhares de anos, só nas últimas centenas de anos que mudou-se para um símbolo puramente judaico. Este símbolo apareceu primeiramente ligado aos judeus já na Era do Bronze – no século IV a.C – num selo judaico achado na cidade de Sidon. Ele também aparece em muitas sinagogas antigas na terra de Israel datadas da época do Segundo Templo e até mesmo em algumas depois de sua destruição pelos romanos. Não lhe era dado, ao menos aparentemente, um significado tão especial ou místico, mas ornamental, assim como muitas Estrelas de Davi foram achadas ao lado de “Escudos de Salomão” (estrelas de cinco pontas ou pentagramas) e, curiosamente, ao lado de suásticas. Um exemplo é o friso da sinagoga de Cafarnaum (século II ou III da era comum) e uma lápide (ano 300 da era comum), encontrada no sul da Itália. Apesar disso, a Estrela de Davi não aparece entre os símbolos judaicos mais importantes do período helenístico.
O testemunho mais antigo deste emblema na literatura judaica é mostrado no livro do sábio caraíta Yehudah ben Eliahu Hadasi, que viveu no século 12, em seu livro “Eshkol Hakofer”. No capítulo 242, ele expõe costumes de pessoas do povo que aos poucos foram mudando o símbolo do Escudo de Davi de um simples selo para um tipo de signo místico ou amuleto: “e os sete anjos na Mezuzá foram escritos – Miguel e Gabriel [...] o Eterno irá guardar-te e este símbolo chamado Escudo de Davi é escrito em todos os anjos e no final da Mezuzá…”. Assim sendo, já naquela época, este símbolo tinha um caráter místico, sendo freqüentemente gravado como uma forma de amuleto, protetor.
A identificação efetiva da Estrela de Davi com o Judaísmo começou na Idade Média. Em 1354, rei Karel IV concedeu o privilégio a comunidade judaica de Praga de ter sua própria bandeira. Os judeus confeccionaram, num fundo vermelho, um hexagrama, a Estrela de Davi, em ouro. Documentos referem-se a este símbolo como sendo a “bandeira do rei Davi“. Em Praga, a estrela de seis pontas – sempre chamada de “Maguen David” – passou a ser usada tanto em sinagogas, como no selo oficial da comunidade e em livros impressos. No século XIX, difundiu-se o símbolo da Estrela de Davi também nos carimbos de judeus e sobre cortinas das Arcas Santas das sinagogas.
Junto com parte dos judeus devotos, expandiu a alegação de que a origem do símbolo da Estrela de Davi estava nas diretamente ligado as flores que adornavam a Menorá – candelabro de sete braços que fazia parte dos objetos do Templo em Jerusalém – feitas numa forma de relevo de lírios de seis pétalas, que faziam uma silhueta parecida com a forma da Estrela de Davi. Entre os que crêem nesta suposta origem do famoso símbolo, há uma interpretação que a Estrela de Davi foi feita diretamente pelas mãos do próprio Deus de Israel.

As diferentes influências no símbolo

Existem intérpretes que argumentam que o lírio branco que é composto por seis pétalas num estilo parecido com a Estrela de Davi. De fato, esta é a flor que é identificada com o povo de Israel no livro bíblico de Cântico dos Cânticos.
Há pensadores que viram no conceito de “Estrela de Davi” e nos dois triângulos que a compõe uma ligação ou conexão com o elemento macho (o triângulo com a ponta voltada para cima, constituindo o símbolo masculino) com o elemento fêmea (o triângulo voltado para baixo, constituindo a forma de um receptáculo). Há os que viram neste símbolo a relação entre o elemento celestial que aspirado para a terra seu poder (o triângulo com a ponta para baixo), contra o elemento terrestre que aspira para o céu sua influência (o triângulo que aponta para cima). Outros pensadores argumentaram que a Estrela de Davi constituída por seis pontas representaria o domínio celestial sobre os quatro ventos, sobre o que está em cima e sobre o que está em baixo na terra.
De acordo com a Cabala (livro de mística judaica), a Estrela de Davi insinua a representação das sete emanações divinas (sefirot) inferiores. Cada triângulo dos seis triângulos que formam os lados da estrela representariam uma emanação e o centro dos triângulos maiores sobrepostos da Estrela de Davi representariam a emanação denominada Malkut.
O filósofo Franz Rosenzweig deu uma outra interpretação muito peculiar à Estrela de Davi, quando afirmou que um dos triângulos constituintes do símbolo seria a representação da base de focos que caracterizam o pensamento do mundo – Deus, o homem e o mundo. Obviamente, havia filósofos que não criam na existência de Deus, de um mundo físico ou de uma humanidade separada do mundo real, mas ainda estes focos constituíam, na sua opinião, a base da filosofia de sua geração. O outro triângulo representaria, na sua cogitação, a posição do Judaísmo nestes assuntos. Num nível bem básico, o Judaísmo se ocuparia na reflexão sobre as relações que existem entre estes fatores, no tocante a três fundamentos principais do Judaísmo, na opinião de Rosenzweig: a Criação (a relação entre Deus e o mundo), a revelação (a relação entre Deus e o homem) e a redenção (a relação entre o homem e o mundo). Os Cristianismo utilizam o símbolo como sinal de respeito à Israel, sendo esse o lugar onde eles acreditam que Jesus voltará.
Os hermetistas acreditam que o Hexagrama é a forma simbólica da celebre Tabua de esmeralda.


O SELO DE SALOMÃO



O SELO DE SALOMÃO também é composto por dois triângulos, formando um hexagrama, um para cima e outro para baixo, tem uma simbologia de ocultismo, é usado hoje em dia por praticantes de magia branca ou de magia negra.

O hexagrama de Salomão é bem parecido com o de Davi, só que os triângulos de Salomão se entrelaçam, um deles representa a água e o outro o fogo, enquanto que os triângulos da estrela de Davi se fundem em um único desenho.


Selo de Salomão. Em Dogma e Ritual da Alta Magia. Eliphas Levi, p 257.



Curiosidade judaica




Todas as letras do Alef-Beit - alfabeto hebraico - encontram-se no Maguen David, a Estrela de Davi

FONTES: 



sexta-feira, 25 de março de 2011

Assistindo um filme...

... descobri esta verdade:

"São os soldados que lutam
E são os soldados que morrem
Os deuses nunca molham os pés."

Tirem suas conclusões.

NOTA DE REVOLTA MINHA

SE FOR PARA TER AMIGO PRA ME LASCAR, COLEGAS, DISPENSO VOCÊS. JÁ DIZIA MINHA AVÓ: "MINHA FILHA, ANDE SOZINHA, MAS NÃO ANDE NA COMPANHIA DE GENTE SAFADO".
PORTANTO, COMPANHEIROS E COMPANHEIRAS QUE QUEREM ME FUD**  E SE SENTIREM OFENDIDOS COM ISSO, POR FAVOR, NUNCA MAIS OLHEM NA MINHA CARA E ME ESQUEÇAM. ME EXCLUAM DO ORKUT E BLOQUEIEM NO MSN.
Pronto. Só isso.