quinta-feira, 17 de março de 2011

Loucura de um dia

Pela janela do quarto vejo o céu limpo, as flores dançam sob o ritmo do vento.
É uma tarde de quinta-feira. O tempo passa lento, se arrasta como quem não quer ir embora, tornando ainda mais dolorosa a minha solidão.
Tão cheia de desengano, penso por todos os lugares por onde passei: bares, bandos, prostíbulos, necrotérios, hospícios, infernos e céus. Ainda não entendo os "porques" de tudo isso.
Não vivo a realidade dos outros, que ao contrário do comum é completamente imperfeito. às vezes me prendo a ele, outras escapo como cão chutado me e me aventuro pelo exterior.
Quis hoje abandonar meu canto, mas logo desisti. Gosto daqui onde estou, no balanço da rede penso em tudo que eu quero fazer sem precisar fazer nada.
Não é preguiça, é sensatez.
Confio mais na minha poesia, que é a asa que me transporta para tempos já vividos, que faz minha alma ser breu e sol ao mesmo tempo.
O poeta canta baixo no DVD ligado. Sonho mais. Olho de novo para a janela do quarto. Prefiro essa atmosfera que criei do que a ilusão do mundo sem amor lá do lado de fora.

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