quinta-feira, 10 de março de 2011

Não nasci para ser mais uma Amélia

Todas as minhas amigas acharam um homem para casar e procriar.
Engravidaram, todas tem filhos, um ou dois, mas tem.
Duas se separaram e voltaram para a casa dos pais levando os filhos e, só não passam fome por causa da família, já que nem trabalho elas procuram.
Algumas pararam de estudar. Outra concluiu o Ensino Médio graças a minha ajuda.
E tem algumas delas que me julgam por eu não fazer igual a elas. Acham que ser uma Amélia, entre tantas outras, é a única coisa a que se resume a vida de uma mulher.
Houve quem duvidasse da minha opção sexual.
Pois bem, quando eu passei no vestibular elas me abandonaram. Dizem que eu não pertenço mais ao mundo delas.
Eu realmente não quero para mim a vida que elas levam.  Quero doutorado, bacharelado, bom emprego, estabilidade... Quero minha casa, coisa que nenhuma delas tem.
Eu tenho sonhos, tenho meus versos, tenho minha ideologia.
Não quero homens como os delas. Não quero sexo sem amor, não quero adultério nem filhos como forma de manter vivo o casamento.
Eu quero romance, poesia, quero um companheiro que saiba me valorizar pelo que sou. Sou MULHER.
Tenho metas e promessas que fiz a mim mesma.Vou cumpri-las.
Eu, realmente não pertenço ao mundo delas.
Por isso desabafo com um pedaço de papel e não com amigas forjadas de lama.

Nenhum comentário:

Postar um comentário