quinta-feira, 31 de março de 2011

Péssimas contradições

   As pessoas que me cercam são maravilhosas, confesso, mas algumas me intrigam.
   Há uma, em especial que feriu minha alma quando conversava com ela sobre a morte (o suicídio) de meu amigo Daniel.
    Essa pessoa, que se diz espírita, me falou barbaridades sobre o meu amigo. Falou que ele era um "sem fé", que seria condenado ao inferno, que nunca obteria salvação, que ele se tornaria um vampiro, um obcessor meu...
    Sinceramente, eu não acreditei nesse discurso. É muito difícil pessoas que são encantadas com a sua religião me convencerem com suas ideologias. Digo isso porque já fui vocacionada, pretendia ser freira, fui pregadora da Renovação Carismática Católica, fiz parte de grupos de intercessão e mais um monte de coisas banais, nas quais não acredito mais hoje, por ter visto que tudo aquilo não passava de mera ilusão.
    Me sinto suficientemente adulta para não acreditar mais em "contos de fadas" (ou contos do inferno).
    Não acredito em céu, ou inferno... lendo um livro espírita, pela primeira vez ouvi falar sobre o "Vale dos Suicidas" e achei essa idéia bem mais sensata que a pregação da existência de um "inferno" onde existe apenas tortura.
      Se não me engano, em algum lugar da Bíblia se diz que nenhuma das ovelhas do Senhor se perderão, mas também acho a Bíblia muito contraditória. Enfim, não acredito mais nessas porcarias que as pessoas pensam e querem obrigar as outras pessoas a acreditarem.
     Estou seriamente revoltada com isso. Alguma delas por acaso já morreu e voltou do além-túmulo? Acho que não, então, elas não podem afirmar para onde meu amigo foi.
      Hoje, só sei que acredito no que eu vejo e no que eu sinto. Sinto que Daniel está bem. Antes de ser um Suicida ele era muito religioso. Acreditava em Deus mais que eu.
       Para as pessoas que pensam que Daniel fez uma insanidade eu reafirmo: Ele tinha um Câncer,onde só tinha 10%de chance de sobreviver ao tratamento, ia morrer de qualquer jeito, era apenas uma questão de tempo. Era homossexual, e por isso o sr.pai dele o expulsou de casa aos 18 anos, quando descobriu de um relacionamento de Daniel com um amigo nosso. Depois desse episódio com o pai, ele terminou o tal relacionamento e não teve nenhum outro. Ele se sentia magoado por ter decepcionado o pai.
        Não somos ninguém para julgar os outros, e não admito que ninguém venha julgar o meu amigo, que sofreu muito. Três meses já se passaram, e eu acredito que o que ele tinha que pagar pelo ato já foi pago. Espero que ele siga em luz.
         E NÃO QUERO MAIS OUVIR ESSAS CONTRADIÇÕES E SUPOSIÇÕES SOBRE A VIDA APÓS A MORTE.
          Sem mais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário