sábado, 12 de março de 2011

Um texto de Daniel (fragmento) unido a palavras minhas

Assistindo a um filme uma personagem me chamou atenção. Era uma bruxa que foi acusada de feitiçaria pelo líder da tribo, que decidiu a banir e deixou como marca um enorme cicatriz no rosto, como forma de lembrá-la sempre do que acontecera.
Eu a admirei por sermos parecidas. Assim como ela também fui banida do meu povo, e eles me deixaram marcas.
São marcas interiores que ainda sangram.
Quem dera as acusações fossem verdadeiras, mas, nós duas fomos violentadas por princípios moralistas retrógrados de uma sociedade mascarada.
A tal bruxa do filme vivia sozinha. Essa é a recompensa das feiticeiras: Solidão. Mas, quando precisam, correm para as nossas casas, procurando a cura de males espirituais ou qualquer unguento para as feridas abertas.
Esqueçam das bruxas dos desenhos animados que são feias, que tem o rosto enrugado e uma verruga peluda na ponta do nariz. As bruxas são mulheres lindas.
É certo que existem aquelas que usam o dom para o mal, mas que as lindas fadinhas que ajudam Deus não sejam esquecidas.

Amandha di Souza

"(...) As ciências que me consolavam já não me dão o alento necessário. Que tu fizestes, minha amada feiticeira? Que encanto tu fizeste para que eu me amarre assim a ti? Eu não quero entender teus mistérios, pois se eu encontrasse a lógica para eles deixarias de me querer bem. (...) Dou-te a Estrela do meu povo, que já foi de Davi, em sinal de tua pureza de coração de de alma. Toda vez que olhares para ela, lembra-te desse miserável poeta apaixonado, que tanto ama esta bruxa de coração cigano."  - Dan Albuquerque

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