sábado, 2 de abril de 2011

Não somos estranhos!

Outro dia, na universidade, uma colega que faz Ciências Econômicas deu sua opinião sobre mim. Ela disse que sou estranha e, que tem certeza de que essas pessoas que pensam demais para escrever poemas e crônicas são infelizes e tem uma vida muito chata.
O que pude dizer diante de tal acusação? Simplesmente dei meu ponto de vista. Respondi que não sou infeliz, e, que não penso de mais para escrever. Disse a ela que as ideias vem naturalmente e que o único trabalho é colocá-las no papel.
Diante disso refleti sobre esse pensamento da minha amiga. É bem verdade que alguns escritores são infelizes e tem uma vida monótona, e isso é refletido no que escrevem.
Eu não acho que sou infeliz, nem tenho uma vida chata. Quando me recolho na fortaleza de meus livros e meus cadernos de poesia o faço por opção, não por obrigação... me sinto em outro mundo, onde eu dito minhas regras, meus pensamentos são meus e minha voz é ouvida por alguém. Isso me faz extremamente feliz.
Quando escrevo um poema no qual deposito todo o meu sentimento entro em um estado de êxtase e o leio repetidamente diversas vezes. Fico feliz quando alguém gosta do que escrevo.
Acho que você, caro leitor já me entendeu...não me sinto infeliz em escrever... Nem me acho estranha por passar algumas horas na frente do computador lendo inúmeros livros sobre os mais variados temas, nem dedicando um tempo para este humilde Blog, muito menos em sentar em qualquer meio fio no meio da rua com um pedaço de papel e começar a escrever o que me chama a atenção no naquele momento.
Nenhuma criatura humana é igual a outra. Então acho que não há porque tentar comparar os poetas com os não-poetas. São apenas outros jeitos de olhar e entender o que acontece pelo mundo afora.
Achei válido destacar um poema musicado de Vander Lee, que expressa um pouco dessa minha ideia:

"você diz que não me entende
que eu não vivo na real
que não faço suas vontades
e etecétera e tal
você vai quando me deito
e se me encontro satisfeito
pra você tudo está fora do normal
o que você se esquece
é que sem gente como eu
seria o mundo uma monotonia
que quando está cansada
das mazelas de plantão
o que te faz feliz é minha voz, minha canção
você puxa minha orelha
diz pra eu descer do céu
e provar o doce favo do seu mel
se eu estou aqui perdido
a procura de um refrão
você vem me perguntar se tem comida pro cão
mas se digo os versos
que te fiz noutro verão
me diz amor, me deixa nunca não
no seu computador
ainda toca essa canção
que diz amor, me deixa nunca não."
(Vander Lee - Nunca Não)

OS POETAS SÃO SERES NECESSÁRIOS PARA O EQUILÍBRIO DO MUNDO.

Um comentário:

  1. amiga, isso é uma acusação? kkkkkkkkkkkkkkkkkkk' brincadeirinha amiga,eu sei qual é minha opinião, sei qual é a sua, e te respeito te admiro do jeito que és..minha POETISA! beijocas'
    DIELLYS!

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