quinta-feira, 7 de abril de 2011

Uma noite na Universidade

Brisa leve. Um novo mundo repleto de novas possibilidades.
As folhas das árvores não se mexem, mas a umidade é muita.
Mesmo no breu ainda é possível ver nuvens movimentando-se levemente no céu.
São várias as vozes, vários os reclames, várias propostas... Tem cheiro de cigarro, som de jogo eletrônico...
Os assuntos são os mais diversos. Falam sobre festas, cidades do interior, jogos de computador e da calourada que vai acontecer próxima sexta feira.
Estou na universidade.
Ao contrário de outros dias; o silêncio se faz presente em mim sentado em seu trono.
Sozinha, com a apostila de filosofia sobre as coxas, em um lugar escuro de uma zona de convivência paro para pensar e escrevo.
Perdida nesse mar psicológico descobri então, algumas verdades que eu não queria enxergar.
Socializo-me com todos; mas a maioria não entende esse meu mundo de letras e livros; de palavras pouco usadas, de poesias escritas  e nunca publicadas.
Minhas companheiras não tem sensibilidade, enquanto eu a trago estampada na alma.

"Muita gente tem forma, mas não tem conteúdo,
Eu não sou alienado, eu não vivo esse absurdo,
Eu conheco o fim da linha, eu renasci do submundo" - Charlie Brown Jr.



Me deram várias alcunhas, mas eu sei que não sou nada do que dizem, nada do que pensam, nada daquilo que elas acham que sou.
Eu tenho equilíbrio, tenho razões e meus meios, sei entender as consequencias dos meus atos. Tenho sentimento mas também tenho praticidade.

JULGUEM OS INFIÉIS, AQUELES QUE NÃO ACREDITAM NA POESIA, MAS, JAMAIS COGITEM A POSSIBILIDADE DE CRITICAR UM APRENDIZ DE POETA POR SUAS IDEIAS.

Sem mais para agora.

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