sábado, 7 de maio de 2011

Simone de Beauvoir



Acho que quem visita meu blog deve ter percebido que faz algum tempo que não escrevo.
Eu até que escrevi algumas coisas, mas são muito soltas, fora de contexto... são ideias e teorias que desenvolvi sobre alguns tabus da sociedade contemporânea. Por saber que as teorias só podem ser defendidas quando se tem fortes argumentos para defendê-las, não quero as expor agora. Vou amadurecê-las mais um pouco, mas, não quero edita-las demais. Pode ser que elas fiquem conservadoras, ultrapassadas e não mudem o que eu quero mudar.
Pois bem. Hoje vou falar sobre as mulheres novamente. é que recentemente descobri o quão feminista sou.

Como metade do universo sabe, estou estudando Filosofia da Educação. Na minha apostila semestral encontrei o nome de uma mulher que me inspira... seu nome? Simone de Beauvoir. Aquela que foi companheira de Sartre...
Ela tem uma das mentes femininas mais brilhantes da história.
Uma mulher sem limitações, de pensamento forte, preciso e libertário.
Um de seus melhores pensamentos é aquele em que ela se refere ao que é ser mulher:
"Ninguém nasce mulher. Torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino"
IN: Segundo Sexo (Le deuxième sexe). BEAUVOIR. Simone de.

Simone foi aquela mulher que viveu sua sexualidade, não foi como muitas de nós, seres assexuados que ainda vivem no mundo de preconceito de nossas avós.
Uma pessoa, sabendo da minha admiração por Simone veio me questionar sobre a sua sexualidade (ou bissexualidade). Disse-lhe que não me importo com isso, não tenho pre-conceitos e, talvez, por essa questão ela tenha sido tão moderna naqueles tempos.
Confesso-lhes que escrevo estas linhas com um sorriso no rosto. É  que Simone viveu muito daquilo que eu quero viver.
Certo que para alguns o feminismo dela é muito radical. Mas que mudança social as mulheres podem obter para si se não for de cunho radical? No seio da família compulsória e patriarcal (Wilhem Reich) a mulher que Simone defende simplesmente não existe! Por isso a radicalidade e a rebeldia tem que andar ao lado das mulheres que almejam mais que casamentos falsos e infelizes.
Sou como Simone. Quero um homem, mas sem deixar minha filosofia nem meus ideiais.
Sou filha de pais separados. Minha mãe assumiu minha educação. Também vejo nela o feminismo, a independência, a vida que ela mesma escolheu para ela.

 Kierkegaard já dizia:
"Que desgraça ser mulher! Entretanto,
a pior desgraça quando se é
mulher é, no fundo, não compreender
que sê-lo é uma desgraça. . ."

Se para nós, que somos mulheres, ainda nos é dada pouco espaço no mundo, tomemos o que é nosso de direito. É certo que haverão algumas que ainda se manterão submissas as condições excludentes.
Eu gritarei pela igualdade que mereço (merecemos).

2 comentários:

  1. Por esses encontros é que vale a pena a gente continuar ensinando. Que bela descoberta esse seu blog.

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  2. Obrigada Professor!
    Ainda sei pouco sobre Simone, mas já é o suficiente para admirá-la e tomá-la como exemplo. Aguardo pelas suas aulas!

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