sábado, 21 de maio de 2011

O fim que não é o fim... ou é?

Para o último dia da Terra eu esperava mais.
Eu esperava ver gente desesperada correndo pelo meio da rua.
Acordei até feliz; crente que eu ia assistir de camarote as cangaias aqui da rua sendo reveladas.
Pensei que eu ia ver casas pegando fogo e uma onda de vandalismo.
Imaginei gente escavando os quintais para construir abrigos subterrâneos enquanto os extraterrestres esperavam vaga pra estacionar no Castro Pinto.
Também imaginei que a presidenta ia fazer o último pronunciamento na televisão, no rádio e na twitcam.

Estou decepcionada.

Amanhã tudo vai estar no mesmo lugar, exatamente do mesmo jeito e nada disso do que imaginei vai acontecer.
Segunda feira a Epitácio vai continuar engarrafada, ainda vou ter que ir para a universidade e entregar aquela resenha descritiva que está me dando insônia.
O buraco na camada de Ozônio vai continuar lá. As calotas polares vão continuar a derreter.
A inflação vai continuar deixando o povo cada vez mais falido.
Ainda vou continuar a ouvir a voz irritante e diabólica da vizinha.
Vou continuar a criticar o universo, a escrever para esse blog.
Amanhã vamos ser os mesmos.

Isso aí. Caminhamos para a destruição faz tempo. Mas garanto que ainda não é hoje que o mundo vai fazer CATCHIBUM.



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