sábado, 28 de maio de 2011

Ao poeta

Bem; eu não queria continuar este texto do jeito que vou seguir. Mas, agora, o TEMPO me mostrou uma coisa da qual eu não queria saber jamais.
DECEPÇÃO é uma droga que mata, nem que seja por um breve instante.
MENTIRA que me causa raiva, mesmo que isso não me atinja mais.
Eu bem que sabia que não devia me envolver com poetas... parece que eles usam a magia que tem para o mal.

Poeta, porque causaste em mim esta chaga? Porque inebriaste-me com teus versos e agora, depois de tantas danças vens me falar de outros passos que bailas com outra?
Achaste-me pragmática? Sim, eu o sou. Mas não dá para ser pragmática também no amor.
Lembras que te perguntei sobre quem era aquela que estava presente naquele teu conto? Sim poeta, eu sabia que era ela uma amante tua e que aquele conto passava-se num motel.
O que? Pensavas que eu era tola? Eu te disse que não podias me enganar! Pensavas que pela minha pouca idade eu iria cair na tua lábia de trigésimo? Decepcionei-te agora? Desculpas te peço, pois não foi essa a minha intenção.

Poeta... nós poderíamos ter sido algo. Não fomos nada. Não somos nada.
Graças te dou por nunca teres ido me ver. Poupaste-me uma desilusão.
Fostes um homem, mas fostes também covarde. Sois um homem covarde.
Desejo-te sorte, amor e paz.

Adeus poeta, a quem meus versos, por tempos dediquei.



"Se a alguém causa inda pena a tua chaga,

Apedreja essa mão vil que te afaga,

Escarra nessa boca que te beija!"
Augusto dos Anjos

2 comentários:

  1. Belíssimo parabéns! Lerei sim e com detalhes!

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  2. meu blog
    http://vozpoettica.arteblog.com.br/
    meu site
    http://deletra.webnode.pt/

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