segunda-feira, 13 de junho de 2011

Mais uma de defesa própria

É verdade. Sempre penso besteira. É na madrugada que penso mais besteira. Pra que tanta besteira? Tanta sem sem-vergonhice na minha cabeça? Ah! É porque a sociedade não permite que eu me realize plenamente... Sou antiética? sou imoral? Quem inventou a moral certamente não tinha um pingo de vontade de viver feliz; este indivíduo não sabia o prazer de poder fazer o que se sente vontade.
Pouco me importa o que pensam de mim... Sim! Cortei meus cabelos, e daí? Achou feio? Não me interessa a opinião de outrem. Sou feliz, sou mulher PLENA... Satisfeita comigo mesma. Tenho segurança, sei o que faço.
Sim! Sou mulata d olhos puxados À nissei. Sou nordestina, poetisa e paraibana. Tenho coxas de africana... Me acha feia? Dissimulada? Cada qual é livre para a opinião que quiser ter. Respeito a sua, portanto, respeite também a minha.
Almejo muito mais que isso, muito mais que tenho, muito mais que posso... Sonho muito; mas meu preto diz que sonho com os pés no chão e a cabeça nas nuvens. Penso que isso é bom... Não sei.
Guarde suas indagações sobre mim. Observe-me; copie-me. Não cobro direitos autorais sobre a minha pessoa. Não desejo ser mais que ninguém; quero é ser igual.
Minha poesia sou eu transformada em palavras numa pauta cor de rosa.
Eu não me vendo, não me compro; nem me copio. Nunca. Minha caneta é livre.

Pode continuar pensando que sou uma puta. Não ligo. Sinto-me livre para escrever o que ainda é natural no ser humano.


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