segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A atriz e o professor


Porcelana, louça, cristal.
O espinho e a rosa.
A atriz que chora, que gargalha, que viaja para sempre com suas asas de anjo e pés de demônio.
A comédia, o drama.
A palavra eternizada num sonho despencado de um livro divino. A acusada, a obrigada, a vítima, a culpada que cheira a paixão.
Anjo de auréola dourada que mostra o seio. As coxas nuas, os olhos clamando por piedade. A pose de luxúria; a vergonha,
O copo, uma garrafa, um sentimento, a aversão.
A angústia, a carne, a necessidade.
O ato consumado.
O arrependimento, a glória, a redenção.
Corpo cansado, os olhos de satisfação.
O sorriso largo, as mãos molecas,  a máscara de santa cai.
Anjo, atriz em fim de tarde.

Contorcionismo de dor.
O cravo, tatuado, enfeitado, deleite noturno.
O braços aconchegantes do professor, as palavras doces, escolhidas, de gosto pecador.
Traidor denunciado pelo olhar. Êxtase divino dado aos mortais.
O peito pintado pelo fogo do dragão.
Amor sincero, sem medo, sem ressalvas.

E a atriz aprendeu o que é amar junto com o seu professor.



Em parceria:
Amandha di Souza e Thiago Souto

4 comentários:

  1. Acho q meu cérebro ainda não processou o que tu me perguntou na van. Vc tá se referindo ao verso "Ato consumado" ou ao verso "Amor sincero, sem medo, sem ressalvas"? Pra mim os dois me dizem muita coisa. Gostei do seu poema, muito lindo, de verdade.

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  2. kkk Vc encontrou a minha pista e a pista de Thiago... Eita menina competente! Obrigada pela lisonja.
    O "ato consumado" veio da cabecinha de Thiago. O "amor sincero, sem medo, sem ressalvas" Veio da minha. Aí é só juntar os pontinhos e imaginar... Aconteceu mesmo? Será? rsrsrs

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  3. Aaahhhhh não vale, ainda mais suspense? kkkkkk

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  4. hahaha...acho que essa coisa merece um novo texto...

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