domingo, 18 de setembro de 2011

O filme 2.0 - o que eu quero

Olho para  a parede do quarto como se fosse uma tela de cinema.
O filme é minha vida; estrelando: eu. A história é grande, chega a dar preguiça de assistir. Em alguns momentos faz chorar, em outros faz rir. Parece um espetáculo de teatro grego.
Muitas vezes fui a mocinha, outras, fui antagonista de mim.
Vejo todos os risos, as lágrimas. Todas as vezes em que meu mundo virou de cabeça para baixo.
Pausei o filme.
Passado para que?
As mágoas, as tristezas, as pessoas que me fizeram mal, sentimentos contidos, paixões mal resolvidas, amores mortos, amizades em ruínas... Vou jogar gasolina e acender um fósforo, depois sentarei do lado e irei contemplar a extinção das tranqueiras que haviam em mim.
Vou dançar em cima das cinzas. Vou tomar uma cerveja,  ouvir um Soul...

Quero começar tudo de novo. Quero me apaixonar sem receio de ter outra desilusão e mais que isso, não quero mais ter medo de me iludir.

Quero dar mais valor a mim, aos meus versos.
Quero não me preocupar com a quantidade de pessoas ao meu redor, mas sim com a fidelidade dos meus amigos.
Quero me sentir em plenitude dentro de mim. Quero me assumir uma doida em constante metamorfose.
Quero acordar, escovar os dentes, pentear o cabelo, tomar um café de dizer ao mundo: Estou aqui! Sem sentir a dor dos cortes, sem querer encontrar justificativa para os dissabores.
Quero sorrir apesar de qualquer coisa.
Quero fazer o que eu tenho vontade (que seja público, ou não), quero me aventurar.
E a partir de hoje, e venha o que vier... Eu vou estar pronta!



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Obrigada pessoas que me fazem feliz!
Obrigada a todos que me seguraram quando eu caí.
Obrigada aos amigos virtuais e aos reais...
Obrigada...

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