segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Dia das Bruxas


Oração Celta
Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalente ódio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.
Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave acalanto te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.
Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!
Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome.
Aquele amor que não se explica, só se sente.
Que esse amor seja o teu acalanto secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.
Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração, e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!
Em breve, mais postagens sobre tradições de bruxaria, já que a humilde moderadora deste blog teve (ou tem?) lá suas experiências...





Tenho 20 anos, uma mãe, uma irmã e um cachorro. Tenho amigos e amigas, tenho cúmplices. Tenho comida na mesa todos os dias e dinheiro para pagar minhas contas. Tenho sorriso, vida e voz. Opiniões e nem um pouco de pudor. Tenho um perfil no Twitter, dois no Orkut e um no Facebook. Tenho este blog onde escrevo minhas dores, meus sorrisos e meus sonhos. Não quero mais nada. Não preciso de fantasmas muito menos de suas lembranças.

Pois somos como o oceano 
Executando nosso plano 
De ser banhado por outros sóis 
(...)
Paulinho Moska - EfêMero

O copo sobre a escrivaninha. Os olhos rasos d'agua de vinho. A caneta vermelha sobre a pauta. Os versos eram tristes mas a coragem que ela tinha dentro de si era imensa, infinta como as águas do mar. Ela dançava, rodopiava no trapézio das ideias, calou sua voz, seu verso, seu coração apenas com o fechar dos olhos ao som dos bandolins...




(...)
E como não,
E por que não dizer
Que o mundo respirava mais
Se ela apertava assim?
Seu colo como
Se não fosse um tempo
Em que já fosse impróprio
Se dançar assim
Ela teimou e enfrentou
O mundo
Se rodopiando ao som
Dos bandolins
(...)
Bandolins - Oswaldo Montenegro.

domingo, 30 de outubro de 2011

Um mix...


Fauzi Arap para a voz de Maria Bethânia

Eu vou te contar que você não me conhece...
E eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não me ouve!
A sedução me escraviza a você ...
Ao fim de tudo você permanece comigo, mas preso ao que eu criei e não a mim.
E quanto mais falo sobre a verdade inteira, um abismo maior nos separa.
Você não tem um nome , eu tenho...
Você é um rosto na multidão , e eu sou o centro das atenções ,

Mas a mentira da aparência do que eu sou, é a mentira da aparência do que você é.
Por que eu , eu não sou o meu nome, e você não é ninguém...
O jogo perigoso que eu pratico aqui, ele busca a chegar ao limite possível de aproximação. Através da aceitação da distância e do reconhecimento dela.
Entre eu e você existe a notícia que nos separa ...
Eu quero que você me veja nua , eu me dispo da notícia.
E a minha nudez parada , te denuncia e te espelha...

Eu me delato, tu me relatas...
Eu nos acuso, e confesso por nós.
Assim, me livro das palavras,
Com as quais você me veste . 



****
Eu sei que eu tenho um jeito
Meio estúpido de ser
E de dizer coisas que podem magoar e te ofender 
Mas cada um tem o seu jeito
Todo próprio de amar e de se defender 
Você me acusa e só me preocupa
Agrava mais e mais a minha culpa
Eu faço, e desfaço, contrafeito 
O meu defeito é te amar demais 
Palavras são palavras
E a gente nem percebe o que disse sem querer
E o que deixou pra depois
Mais o importante é perceber
Que a nossa vida em comum
Depende só e unicamente de nós dois 

Eu tento achar um jeito de explicar 
Você bem que podia me aceitar
Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser
Mas é assim que eu sei te amar.



(Um jeito estúpido de te amar - Maria RAINHA Bethânia)


***



Negue seu amor, o seu carinho
Diga que você já me esqueceu
Pise, machucando com jeitinho
Este coração que ainda é seu
Diga que meu pranto é covardia
Mas não se esqueça
Que você foi meu um dia
Diga que já não me quer
Negue que me pertenceu
Que eu mostro a boca molhada
Ainda marcada pelo beijo seu.



(Negue - Maria Bethânia)

sábado, 29 de outubro de 2011

Abriu a porta. Todas as luzes do apartamento estavam apagadas. Jogou a bolsa no aparador decorado por um ramo de qualquer flor artificial. Deitou-se no sofá de cor pastel e acendeu uma pequena luminária. 
Tinha nas mãos um pequeno pedaço de papel ensopado por lágrimas. As lágrimas que estavam contidas no papel amarelo não eram dela.Num impulso, jogou aquela coisa pela janela do décimo oitavo andar.
Tirou os sapatos, o vestido, soltou os cabelos e seguiu para o chuveiro. Saiu do banheiro ainda molhada. colocou-se diante do espelho do quarto munida de uma tesoura. Cortou os cabelos.
Foi à cozinha. Pegou uma taça e uma garrafa de vinho. Afogou todas as suas mágoas e dormiu.
No dia seguinte, era como se nada tivesse acontecido.


"É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar"

Lenine - É doce morrer no mar


A carta do estacionamento.

Meu amigo Gustavo já blogou algo a respeito de um bilhete misterioso que encontramos na universidade, mas, agora vou contar minha versão dos fatos...

A carta veio a mim numa noite de terça feira.
Eu, Gustavo, Karllysio, Júnior e Alanna estávamos atravessando um dos estacionamentos da universidade pois íamos para a reitoria assistir uma palestra.
Vi um papel no chão... uma folha de caderno pequeno. Peguei-o e quando o abri  percebi que se tratava de uma carta.
A caligrafia era bonita, mas os erros de português eram gritantes. O primeiro parágrafo prende o leitor aquelas palavras, parece a sinopse de um filme americano, só que pornô.
Eis o início da tal carta : (conservando as palavras, expressões e grafia originais).
João Pessoa, 18/10/2011.
 ola caros amigos gostaria de lhe dizer que tudo q aqui e escrito é verdade e não faz de conta e a maneira que eu encontrei para por para forra essa experiencia que alem de gostoza e um tanto quanto perigosa pois essa garota que aqui é revelada é nada mais nada menos que a sobrinha da minha esposa que ela cria como filha. vejam só o tamanho da minha encrenca pois já sou casado a 17 anos e o sexo com a minha esposa já não é mais tão intenso como era a tempos atraz. A sobrinha dela tem só 18 aninhos e um corpo de princeza (...)
Comecei a ler a carta em voz alta, mas quando li as expressões "18 aninhos" e "corpo de princesa" eu já  sabia que aquilo se tratava de uma história interessante (risos) e passei a le-la silenciosamente. Alanna reclamou e tomando a carta da minha mão começou a ler alto de forma que os meninos ouvissem. Devido à má iluminação do estacionamento Alanna passou a carta para Gustavo, que não entendendo bem as letras passou para Júnior que passou de volta para Alanna. Continuando:
 (...) não consigo aguenta a suas investidas vejam voces hontem a noite ela me fez levala da casa de uma amiga com o pretexto de que ia estudar e iria passar umas 2 horas na casa da dita amiga só que durante o trajeto ela me disse que  o que ela iria estudar seria mesmo a minha (...)
Meus amados leitores, a partir daí o texto começa a relatar explicitamente o ato de copulação entre o cara que escreveu a carta e a sobrinha da esposa dele. Para os moralistas, o conteúdo desta carta é horrendo, mas, para pessoas como eu, não é nada além da expressão da fome sexual do ser humano.
No mais, acho que eu não posso continuar a digitar a tal carta na íntegra, mas não cometer a maldade de deixá-los curiosos a respeito do desenrolar da história, por isso decidi que vou cortar os trechos que "afetam a moral" pública e que são consideradas como pornográficas. (pra mim isso é balela, mas vou respeitar os termos de condições de uso do blogger).
Então depois de descrever órgãos genitais:
(...) ela não tinha esquecido a última vez. mas eu tinha prometido pra min mesmo que seria a ultima vez aquela noite, mas ela me disse que seu eu não a [...] naquela noite ela iria contar tudo para minha esposa. o que fazer leveia até um motelzinho ali mesmo ela não esperou nem se quer agente entrar no quarto e já me agarrou ali mesmo tirando minha calça  [...] na boca que tinha ficado melhor que da última vez. [...] como se fosse a coisa mais gostosa que ela mais gostava na vida ela com aquela boquinha delicada de lábios massios [as coisas aqui são pesadas mesmo] não sei como ela aguentava, só sei que [...] entramos no quarto e tomamos um belo banho meu [...] só de ver aquela ninfeta tomando banho. passei um creme que eu ja uso com a esposa em casa[ fatos muito, muito, muito chocantes para mentes não libertinas] ela não aguentou, pediu pra que eu parasse atendila na mesma hora pois tudo que eu não queria era machucar aquela beleza mas ela me recompensou [...] tínhamos que ir disse a minha esposa que tinha ido jogar uma sinuca com os amigos espero que essa seja a última vez pois não sei aonde isso vai parar.
Eu sei onde vai parar! Vai parar num blog parceiro do Amandha di Souza que está sendo planejado carinhosamente por algumas mentes pervertidas adoradoras de outras mentes libertinas e de obras pornotísticas (vi no blog do Gustavo). Antes que alguém me pergunte se eu tenho participação nesta obra criminosa que será concebida em breve eu lhes digo que sim, pois uma hora ou outra eu teria que colaborar com minhas historinhas mirabolantes. Apenas farei parte da equipe de pesquisa. (O blog é para maiores de 18 anos).
No mais... a minha real intenção foi a de comunicar que esta história virará um conto do meu acervo de contos proibidos (que escondo a 2.236.357.814.665.746 chaves aqui em casa).
E todas as noites, quando eu ou para o estacionamento pegar a van pra voltar pra casa eu olho atentamente para o chão... quem sabe eu não acho coisas piores.


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Paraíba feminina, Mulher fêmea sim senhor!

Quando a lama virou pedra e mandacaru secou; quando o Ribação de sede bateu asa e vou, foi aí que eu vim embora carregando a minha dor e hoje eu mando um abraço pra ti pequenina... Paraíba masculina muié macho sim sinhô! Eita! Pau Pereira que em Princesa já roncou; Eita! Paraíba muié macho sim sinhô! Eita! Pau Pereira, meu bodoque não quebrou, e hoje eu mando um abraço pra ti pequenina...


Agradecemos pelo abraço de Seu Luiz. Acredito (ou quero acreditar) que a letra da música não se refere às mulheres da Paraíba. Eu entendo que, Luiz Gonzaga referiu-se ao Estado.
Paraíba é um substantivo feminino, portanto Gonzagão utilizou o termo mulher. Não sei em que ano a música foi composta, mas prestando atenção na letra podemos concluir que ele faz uma alusão aos acontecimentos políticos da Paraíba pré revolução de 30.
"Pau Pereira que em Princesa já roncou": O Coronel José Pereira, perrepista declarou a independência de Princesa Isabel e declarou guerra contra o estado da Paraíba governado por João Pessoa. Logo, concluo que Luiz Gonzaga utiliza a expressão "Mulher Macho" como referência a Paraíba (mulher) que tem coragem e  que se impõe (atitude culturalmente atribuída ao homem).
É claro que nas entrelinhas estão presentes valores machistas e, a tal da "Mulher Macho" não deveria ter saído da música, onde ela tem um contexto e faz parte de nossa cultura. O problema está nas formas em que a música é interpretada, nas dimensões que ela toma e da forma como ela é exportada.
A música virou título de um filme que faz uma leitura errônea da paraibana Anayde Beiriz. O filme, dirigido por Tizuka Yamazaki (de Porto Alegre - RS) e escrito por ela e José Joffli sob o título de Parahyba Mulher Macho, lançado em 1983, tem Anayde Beiriz representada pela Talentosíssima Tânia Alves.
Parahyba Mulher Macho segue a ideia que o senso comum gerou em 1930. É um ótimo filme, isso não se pode negar, mas a mensagem passada por ele não é aceitável. Nele, Anayde é apresentada de uma forma extremamente erótica, é exposta como uma prostituta. Perpetuou-se assim a alcunha que deram a ela: "a rapariga de João Dantas".
Se deixarmos de lado João Dantas, João Pessoa e os acontecimentos pré-revolucionários de 30 e forcarmos apenas na pessoa de Anayde Beiriz veremos que, grande parte do que foi dito sobre ela no filme está fora de contexto. Antes de João Dantasm Anayde já era mulher, já era protagonista da própria vida, já sofria com os julgamentos da sociedade. Ele não foi o único homem a quem ela amou.
Tizuka Yamazaki foi processada pela família Beiriz que exigiu retratação pública por parte da autora devido ao conteúdo erotizado do filme.
Poetisa, professora. atuava em círculos de cultura na cidade, pulicava em jornais desde as suas poesias até suas revolucionárias ideias políticas que envolviam questões como o direito das mulheres ao voto e o voto secreto.
Anayde mostra-se sensível, apaixonada em uma das cartas que ela envia a Heriberto Paiva, o Henry:
“(...) O amor que não se sente capaz de um sacrifício não é amor; será, quando muito, desejo grosseiro, expressão bestial dos instintos, incontinência desvairada dos sentidos, que morre com o objetivar-te, sem lograr atingir aquela altura onde a vida se torna um enlevo, um doce arrebatamento, a transfiguração estética da realidade... E eu não quero amar, não quero ser amada assim... Porque quando tudo estivesse findo, quando o desejo morresse, em nós só ficaria o tédio; nem a saudade faria reviver em nossos corações a lembrança dos dias findos, dos dias de volúpia de gozo efêmero, que na nossa febre de amor sensual tínhamos sonhado eternos.
Mas não me julgues por isto diferente das outras mulheres; há, em todas nós, o mesmo instinto, a mesma animalidade primitiva, desenfreada, numas, pela grosseria e desregramento dos apetites; contida, nobremente, em outras, pelas forças vitoriosas da inteligência, da vontade, superiormente dirigida pela delicadeza inata dos sentimentos ou pelo poder selético e dignificador da cultura.
Não amamos num homem apenas a plástica ou o espírito: amamos o todo. Sim, meu Hery, nós, as mulheres, não temos meio termo no amor; não amamos as linhas, as formas, o espírito ou essa alguma coisa de indefinível que arrasta vocês, homens, para um ente cuja posse é para vocês um sonho ou raia às lides do impossível. Não, meu Hery, não é assim que as mulheres amam. Amam na plenitude do ser e nesse sentimento concentram, por vezes, todas as forças da sua individualidade física ou moral.
É pois assim que eu te amo, querido; e porque te amo, sinto-me capaz de esperar e de pedir-te que sejas paciente. O tempo passa lento, mas passa...
...E porque ele passa, e porque a noite já vai alta, é-me preciso terminar.
Adeus. Beija-te longamente, Anayde”



***
Marcus Aranha, o autor do livro Panthera dos Olhos Dormentes (João Pessoa; Manufatura, 2005) afirma que Heriberto foi o Grande amor da vida de Anayde Beiriz. Anayde o conheceu em 1924. O namoro dos dois foi rejeitado pela família de Heriberto. A relação dos dois findou em 30 de agosto de 1926.
Somente em 1928 Anayde começa o romance com João Dantas, do qual já sabemos o desenrolar da história. Anayde morreu aos 25 anos de idade, por um suposto envenenamento no Asilo Bom Pastor em Recife; onde estava internada sob o cuidado de freiras. Foi enterrada como indigente no cemitério de Santo André. 
Ainda é tida como prostituta, libertina e é lembrada pelos leigos como a "rapariga de João Dantas". O filme Parahyba Mulher Macho, contribuiu para que esta memória no mínimo equivocada (para não usar outro termo) continue sendo propagada não só pela Paraíba, mas pelo mundo inteiro, já que foi um filme que recebeu prêmios internacionais.
Marcus Aranha afirma que o título de Mulher Macho não "combina" com Anayde e eu concordo plenamente com isso. Mulher macho é um termo grosseiro, no meu entender chega a ser até preconceituoso. Anayde foi uma mulher romântica, sensível, sonhadora, apaixonada, inteligentíssima... é fonte de inspiração para muitos artistas contemporâneos.
Mesmo tendo sido demonizada, existem ainda pessoas que lutam pela preservação da sua memória, que mostram Anayde como mulher e não como prostituta.
Que Anayde Beiriz não seja esquecida nem interpretada de forma errônea pelos paraibanos; principalmente pelas mulheres.
Anayde não foi só uma filha de tipógrafo. Ela viveu anos luz á frente daquela Paraíba aristocrática dos anos 20.


anayde-beiriz
“Nasci
Nasceu
Cresceu
Namorou
Noivou
Casou
Noite nupcial
As telhas viram tudo
Se as moças fossem telhas não se casariam”
Anayde Beiriz






Amanda  de Souza
26/10/2011.

nº2

Estar sozinha com você era o que eu mais queria neste momento. Queria tempo para fugir contigo pra qualquer lugar, prum bar, pro teu apartamento, pra beira do mar, juntar nossas mãos. Queria teu cheiro amadeirado, teu sorriso, teu corpo...  Queria tua companhia, tua opinião, teu colo... Você sempre foi mais que um velho amigo. Primeiro, segundo ou terceiro amor... não importa qual a ordem, você é o mais especial de todos, o melhor de todos, o que sempre permaneceu do meu lado. Um dia, um de nós terá que deixar o outro, mas que não seja agora, hoje à noite ou amanhã. Preciso de você... Preciso sentir você perto; saber que você se importa com tudo... Não precisa, mas isso faz bem pro ego. Adoro quando você é cúmplice dos pequenos delitos que pratico contra mim mesma. Sei que você ainda não decidiu se vai, se fica; mas eu só quero que você entenda que para mim, nada mudou. Continuamos os mesmos. Meu sentimento por você é o mesmo de cinco anos atrás. A estrada está ficando escura e esburacada, a tempestade dá medo mas ainda temos coragem, não temos? Então, podemos ficar sozinhos? Tocar você não me machuca mais, não me importo mais... no final somos só nós dois mesmo! Ou continuamos ou acabaremos seguindo por caminhos diferentes. O amor é um jogo de azar, não precisamos unir sexo com tanta cobrança. Somos melhores livres. Espero que você entenda... Te gosto, mas isso é só de vez em quando, e quando a crise de abstinência de você me ataca, preciso te consumir.


Amandha di Souza ; Fragmentos - nº 2.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Um poema sobre tatuagens

Peito de dragão,
Costas de anjo.
Coxa de carpa,
Segurando uma Lótus.

A marca da tribo
Pinta o braço.
No tornozelo direito
Mais um traço.

Expressões de liberdade.
Muitos chamam de marginalidade.
É arte!
Faz parte
da vida.

É afronta,
É grito,
É a prova
de que tatuagem
Não é coisa de bandido.
Se assim o fosse
O policial,
o delegado
Não estariam pintados.


sábado, 22 de outubro de 2011

Bons tempos...

O ano era 2007.
Lembro-me de uma vez em que eu, Daniel, Thiago, Danilo, Fabrício e Leninha fomos à Bica , o Parque Arruda Câmara em João Pessoa, depois do término do cursinho que eu fazia no período da manhã no Lyceu.
Fomos à pé, conversando sobre um monte de besteira, coisa de Nerd mesmo.
Dan com o violão nas costas. Leninha e sua mochila cor de rosa e aquele all star que ela tinha desde os 10 anos de idade. Thiago tinha feito a primeira tatuagem e estava feliz da vida. Danilo e Fabrício, os mais velhos da turma vinha conversando qualquer coisa sobre Platão (Danilo fazia filosofia na UFPE mas tinha trancado o curso por causa da mudança aqui pra Paraíba).
Eram lindas aquelas tardes da gente...
Sabe aquelas mesinhas que tinham no parquinho lá da Bica? Já tinham a cara da gente.
Daí passávamos o tempo cantando músicas, falando da vida dos outros, falando da nossa vida, discutindo teorias políticas e falando sobre jogos.
Nós, muito fãs de Caetano Veloso, nunca dispensávamos cantar umas três músicas dele nos nossos "solaus".
Eu estava no vocacionado, mas não dispensava aqueles prazeres inocentes.
Claro que, num grupo onde minha pessoa e a pessoa de Marcilene (Vulgo Leninha) estão presentes não poderia faltar putaria. Pois é, pois é, pois é... Eu e Leninha, na companhia de quatro meninos conversando besteirinhas, lembrando que Thiago é o cara mais pornográfico que eu conheço, ouso até dizer que é pior (ou melhor) que o Alexandre Frota.
Sim, eu nunca abandonei a vocação a putaria, por isso fugi do convento. Os meninos contavam coisas sobre suas saídas nas noites de João Pessoa. Fabrício falava de uma namoradinha que tinha em Água Fria. Danilo era o pegador de Mangabeira. Thiago pouco falava, mas quando abria a boca era como se tivesse incorporado o Marquês de Sade.
Daniel que me falou sobre as verdadeiras intenções de Thiago...
-Mandinha, esse amigo do teu primo é esquisito. Olha o como ele olha pra tu.
-Que nada Dan... Esse cara...
-Amanda, deixa de ser leza, olha o cara querendo...
-Para menino! Chega... Já entendi.
-Então chega junto.
-O que? Tá afim... Então que corra atrás.
-Você que sabe, mas (aumentando a voz) Thiago vem aqui por favor.
     Thiago vem, senta do meu lado, e coloca as mãos sobre meu ombro.
-Fala Daniel.
-Então, fala pra Amanda o que você tava comentando com os cara lá.
    Roxo de vergonha, Thiago parecia que ia morrer.
-Eu?! Eu disse nada não.
    Eu, rezando 267 terços em 5 minutos pedia a Nsa. Sra. das Neves que nada do que não deveria acontecer acontecesse (lembrando que eu era celibatária).
-Meu irmão, nunca pensei que tu fosse assim. Porra vei, custa dizer a menina que tu tá afim?
-Vai tomar no ... Daniel. Eu disse porra nenhuma.
    Thiago, sem nem olhar pra minha cara levanta e sai sem falar com ninguém.

O cara cheio de atitude, de papo bom parecia ter medo de mim... Ele só veio descobrir que eu não mordo em agosto desse ano, quando finalmente a gente se entendeu bem até de mais.
Foi bom lembrar disso... As coisas eram diferentes.
Hoje tomamos rumos opostos. Leninha mora em Natal, Fabrício é da Polícia Federal, Danilo é professor de  Inglês em Recife, Daniel findou a sua existência. Apenas eu e Thiago sobrevivemos de amizade "ilesa".
Essa paixãozinha entre eu e Thiago vem de muito tempo... Daniel dizia que de tão desenrolados que somos acabamos nos enrolando na relação entre nós dois. Sei lá, tinha horas que Dan viajava nas ideias.
Não sei bem a finalidade desse post, mas eu quero responder à pergunta que Thiago me fez ontem de madrugada... Palavras não traduzem, mas, acho que a carinha diz tudo: =D
Lendo o Blog da Kauna Costa encontrei um belo escrito sobre um Narciso que apareceu na vida dela.
Tem um Narciso que me acompanha desde 2006.
Me faz feliz, mas não é meu. 
Eu, borboleta, quando quero beijo o Narciso. Nem sempre ele quer ser beijado.
Mas quando nos entendemos, quando desejamos a mesma coisa... Ele deixa de ser um narciso e se torna uma Lótus.
Foi bom... Muito bom.

(Thiago: Espero ter respondido à sua pergunta)
Quero deixar clara aqui minha indignação.
Moro perto de uma Igreja (católica) e não aguento mais tantos hinos de louvor ao tal senhor.
Sério. A estas horas eu deveria estar prestando Enem, mas minha semana vai ser um inferno. Tenho um seminário para apresentar na terça, um estudo dirigido e um debate na quarta, e um artigo (que está longe de ser concluído) para entregar na sexta.
Estou cuidando de 3 filhotes de cachorro de um mês e alguns dias que fazem xixi na casa inteira e eu não consigo parar de limpar.
Não aguento mais escutar o brega que vem da casa da vizinha, não suporto mais a tal igreja e o povo vagabundo que vem para os grupos de jovens conversando abobrinha aqui na frente.
Não adianta reclamar. Se você for na gentileza eles dão uma de desentendidos. Se você for esculhambando eles ficam zoando com a tua cara. Estou pensando seriamente em dar um banho em todos eles de mangueira.
Não consigo me concentrar, não consigo escrever uma linha sequer pro meu artigo.
O jeito vai ser passar a madrugada acordada.
Freud, Reich, Foucault normas da ABNT, coisas específicas a educação do campo, MST, mainha doente... Tudo isso no meu juízo e ainda tenho que aguentar esse povo que não faz nada da vida e que resumem a sua existência a viver escondidos dentro das igrejas a falar da vida alheia.
Quero um quarto com isolamento acústico.
Bem que o volume desses amplificadores de igreja poderiam limitados, mas eu penso que tudo isso poderia ser pior se eu morasse perto de uma daquela igrejas pentecostais que os caras passam o dia inteiro gritando Aleluia e tirando o demônio do corpo dos outros.
No mais, agora vou tentar tirar educadamente esse povo da minha calçada e ver se dá pra continuar lendo pro meu artigo.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sonhos...

Amanhã fará dez meses da morte de Daniel.
Depois de tantos poemas e tantos textos escritos pra ele não sei nem o que dizer dessa vez.
Tenho medo de esquecê-lo. Mês passado eu estava tão enrolada com minhas atividades que acabei esquecendo dele. Hoje lembrei porque sonhei com ele.
Eu estava num lugar que parecia um café. Eu observava os carros que passavam na rua estreita de paralelepípedos enquanto chovia.
Daniel chegou e sentou-se na mesa que eu estava. Lembro que trazia o inseparável violão nas costas.
Ele abriu aquele sorriso e como era de costume deu-me aquele abraço e desejou-me boa tarde.
Não parecia um sonho. Era como se fosse uma extensão da vida como a conhecemos.
Ele me agradeceu pela visita e disse que tinha muito a dizer.
Falou-me de seu pesar pelos últimos acontecimentos ruins, mas felicitou-me pelas pequenas conquistas que irão se converter em grandes coisas.
Perguntou-me pelo seu pai, o que foi muito curioso pelas circunstâncias em que tudo aconteceu.
Não lembro de muita coisa, mas um alerta eu não esqueci:
"Mandinha, não pense que você não aguenta o peso da vida, não cometa o mesmo erro que eu cometi".
Sonhos...  Quem poderá os justificar?

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Jornalismo Sensacionalista - Minha crítica

Eu e minha língua...
Um colega da Universidade ligou pra mim e me contou sobre a Mesa redonda que deu o que falar na hora do almoço nessa Paraíba de Deus e do Diabo.
No mais, eu tenho tantas críticas a fazer ao apresentador do Correio Verdade que não sei nem por onde começar.
Eu gostaria muito de ter participado da tal mesa redonda, mas eu sequer sabia que ela aconteceria, sem falar que estou ocupadíssima com um artigo que tenho que entregar na próxima semana.
Sabendo que corro o risco de ser tachada de "intelectual da imprensa" vou avisando que sou universitária mas faço Pedagogia e não Jornalismo. O que me faz criticar é o meu bom senso.
Não posso acreditar na credibilidade de um jornalismo que dá informações desencontradas e que, em busca de audiência apela para o ridículo. Não vou apoiar um jornalismo sem faculdade que denigre a imagem de quem se ferra estudando por não sei quantos anos para ser habilitado para a profissão.
No meu entender, a pessoa pode ser diplomada em Medicina ou Direito, mas se não estudou especificamente Jornalismo não pode ter o poder de formar opiniões.
Fico preocupada quando vejo a violência sendo mostrada de da maneira que é, intitulada de "jornalismo verdade".
Ok. Faça-se o jornalismo verdade, mas não vale apelar tanto né? Já dizia o apóstolo Paulo "Tudo posso, mas nem tudo me convém", frase repetida pela Jornalista Patrícia Rocha.
De certa forma me sinto impotente, pois essa forma de expor as notícias tem tomado o gosto popular.
Aí vem alguém e me diz que Samuka interage com o público. Bruno Sakauê, Patrícia Rocha, Haryanne Arruda, Wendell Rodrigues e Carla Visani também interagem com os telespectadores sem terem que apelar a um cajado,  sem ter que gritar em frente às câmeras, sem ter que falar em Deus e etc...
Vou ousar e comparar a postura do Pedagogo com a postura que o jornalista deve ter. Tanto professor como o jornalista são personagens que formam opiniões, então, eles tem certo poder sobre a opinião das pessoas.
Eu, como estudante de Pedagogia prego uma educação Laica e defendo o jornalismo que também é laico e imparcial.
Várias pessoas assistem a um programa de tv, e muitas delas não acreditam em Deus. São negros, brancos, índios, bruxos, ateus, católicos, evangélicos e etc. Acredito que um programa sério não precisa apelar para Deus.
Se um "profissional" que tem tamanha responsabilidade banaliza de tal forma as mortes, os estupros e toda a movimentação policial que acontece na região que o programa abrange, não podemos esperar que a população se indigne e procure por soluções para os problemas.
Se é normal que todos os dias, na hora do almoço, as informações serem repassadas sem comentários que tenham embasamento, não podemos esperar que a massa que dá a tal audiência desenvolva seu senso crítico.
Coisas como matar o murrinha, expressões oxi vaquêro, é pau pra comer sabão e pau pra saber que sabão não se come não poderiam ultrapassar o vocabulário nordestino de raiz (coisa já ultrapassada desde os tempos da minha vó) não vão revolucionar o jornalismo, não vão ajudar a cabecinha das pessoas a evoluir.
Não é dizendo que um estuprador merece ser capado que as coisas cão mudar. Não é execrando um ser humano, julgando-o de forma discriminatória que vai se obter justiça, para isso existe polícia e legislação.
Não é fazendo de um programa policial um programa de comédia que os índices de violência vão diminuir.
Enquanto continuarem a fazer brincadeirinhas com os mô-fis, mais deles vão querer aparecer em Samuka.
Liberdade de expressão é um direito sim, mas tem que se ter bom senso.

Rafinha Bastos vs. Wanessa e o feto Camargo

Eu tinha que comentar sobre isso. Sei muito bem que posso ser processada pois sou portadora daquela "doença" chamada HUMOR NEGRO (a mesma que o Rafinha Bastos tem). Informo antecipadamente que este post pode ser tendencioso (ráá).
Uanessa, Buaiz e o feto estão processando Rafael Bastos (meu querido e amado humorista sincero) por aquela piada que foi de mal gosto sim, mas que não precisava de tanto alarde se alguém não estivesse precisando voltar para a mídia, concordam?
Quando um "ARTISTA" (isto mesmo, entre 7.250 aspas) está apagadinho na mídia precisa de alguma polêmica pra aparecer... Acho que foi o caso.
Rafinha, me desculpe, mas você foi deveras pouco inteligente quando lançou aquela piada no extinto CQC (que para mim, sem o Rafinha não tem graça nenhuma) pois ela foi o tanque propulsor para a nossa querida Uanessinha voltar ao pódio. Já dizia o filósofo: "A vida é de quem consegue pegar bigu primeiro" .
Este é o nosso mundo! Um belo dia eu acordo, feliz da vida com os acontecimentos políticos do meu estado (leia-se: estou puta com o que vem acontecendo nessa poha dessa Paraíba), vou no Twitter e vejo minha timeline cheia de  #FetoDaWanessa .
#FetoDaWanessa nada mais é do que a indignação dos Fãs e não Fãs de Rafinha Bastos a respeito disso:

Legal! Já sei o que essa criança vai ser quando crescer...
Digamos que o que faltou a estas mentes processadoras de pessoas foi um pouco de interpretação... Vamos ao Vídeo:
Eu, uma simples estudante universitária entendi que o Rafinha fez um elogio... chamou ela de "gostosa" e por isso comeria ela e o bebê... se eu fosse processar o cara, eu o faria pelo que ele disse em seguida sobre a falta de talento da família...
Mas convenhamos, censurar uma piada é lícito? Sair por aí distribuindo processos também? Querida Uanessa, que tipo de educação você está dando ao bebê que ainda não nasceu? Que raios de valores são esses? Só digo uma coisa: eu quero ser a orientadora pedagógica do colégio em que essa criança vai estudar... Tenho medo do que pode acontecer com os coleguinhas dele. 
Imaginem só, lá está o Mirosmar Neto (nome dado por mim) sentadinho na mesinha do maternal. Daí a professorinha chega e fala: É a hora do lanchinho, vamos fazer um trenzinho para lavar as mãozinhas (eis aqui meu trauma de infância). Mirosmarzinho então quer ser o primeiro da fila, só que já existe uma adorável criança lá, então o filhinho da Uanessa vira pra professorinha e fala: Se você não me deixar ser o primeiro eu te processo.
Avá gente! Precisa de tudo isso?! Essa polêmica toda é tão inútil quanto este post. E vocês, seus moralistas por favor, se forem criticar favor enviem e-mail para reclamaçõesidiotas@presidenciadarepublica.com.br.
Convenhamos: Rafinha tem mais talento, é mais inteligente e muito mais comível que os outros personagens da história.
Já vi Didi Mocó dizer coisas piores. Já vi o Silvio Santos dizer coisas piores... Já vi o ex-presidente dizer cocôs piores que este... Processem eles! Eu vejo políticos insultando os brasileiros todos os dias, porque ninguém os processa também? Eu poderia processá-la pelas suas músicas. Eu também poderia processar todas as pessoas que votaram em Tiririca... (esqueci que não tenho pai cantor, não tenho marido sócio do Ronaldo fenôMino e não sou rica, do contrário eu poderia fazer isso tranquilamente).
Uanessa querida, seu bebê está ficando mais famoso que você.
Espero que alguém se toque de que quem está fazendo a palhaçada não é o Rafinha. Aliás, vamos analisar a palavra COMER:

comer (co-mer

v.t. (Verbo transitivo que nada tem com o outro verbo transar)
Levar à boca e engolir. (Rafinha é judeu e não canibal ok?)

Fig. Carcomer, roer, consumir. Ex: a ferrugem come o ferro.

Fig. Omitir: Ex: comeu duas palavras na transcrição.
Fig. Eliminar, ganhar (pedras em jogo de tabuleiro).

v.i. (Verbo intransitivo)
Tomar refeição, alimentar-se habitualmente: comer em restaurante.
Roubar.


Somente os brasileiros de português chulo e de cabeças podres dão significação a palavra comer como um sinônimo de relação sexual. O que o Rafinha disse não passou de uma piada, ou alguém acha que ele ia comer realmente a criança e a Uanessa?
Enquanto isso a hast tag #FetoDaWanessa vai subindo ainda mais nos Tt's... Aí eu quero ver ela processar o planeta inteiro. Segundo as más línguas do Twitter Uanessa irá processar o médico que irá bater no bumbum rosado do bebê, assim como também as pessoas que aderirem à hast tag.
Eis minha humilde colaboração:
Agora é só esperar o oficial de justiça aqui em casa.

Enquanto essa merda toda tá acontecendo por causa de uma piada o Brasil tá indo literalmente pro buraco, a crise econômica tá fodendo todo mundo e o nível deste blog está descendo.
Sem falar que os advogados de Wanessa usaram Aristóteles (384aC - 322aC) contra Rafinha. Se tiver coragem, leia:

"As pessoas que tendem para o excesso na ânsia de gracejar são considerados bufões vulgares, esforçando-se por provocar o riso a qualquer preço; seu interesse maior é provocar uma gargalhada, e não dizer o que é conveniente e evitar o desgosto naquelas pessoas que são objeto de seus gracejos"
Trecho de "Ética a Nicômaco", do filósofo.

E alguém por favor me explique o que significa: "inafastável conteúdo pedagógico e desestimulador das piadas do humorista". Esta coisa está no processo.
acho que já posso me suicidar agora.
Até a próxima, se este blog não tomar o mesmo destino que o meu perfil no Orkut : um bloqueio sem dó nem piedade por eu falar de mais...


O humorista Rafinha Bastos




=) Este Post foi escrito por uma amante do Rafinha... 
hahahaha

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Sabe aqueles dias em que você acorda cansada? Aqueles dias em que você se sente superada por si mesma?
Tudo isso é resultado do post que publiquei ontem de madrugada, esse mesmo que está abaixo deste. É o que dá desenterrar memórias.
Mas se desenterrei foi porque foi preciso.
Não pude ficar calada diante do que o ex fez. Salvo engano: Fiquei calada sim, mas vim descontar aqui no blog.
Ele não vale uma úlcera! Não vale... Além do mais eu não tô nem aqui pra ele. Não esqueci das coisas que foram ditas. Não guardo ressentimentos, eu o perdoei no momento em que senti o sangue escorrendo pelas minhas pernas. Todas essas coisas são motivos suficientes para eu não querer mais olhar na fuça dele.
A propósito acabei de excluir o meu antigo perfil no Orkut, onde ainda existia um quadradinho referente a pessoa dele.
Quero que vocês me perdoem por toda essa lamentação, mas é que desde o fim do tal namoro eu não toco no assunto e poucas pessoas sabem do que realmente aconteceu. Na verdade, acho que só contei quase tudo a Kauana Costa, Erivan (um amigo da faculdade) e a Thiago.
Aqui em casa o assunto é proibido. Nas mesas dos bares em que vou com os amigos também. Tem uma hora que não dá mais pra aguentar.
Ah! Não posso esquecer. Desde que fiquei sabendo das novidades (hahaha) estou com febre e com uma enxaqueca terrível. Por isso eu digo que ele não vale um úlcera.
Eu NÃO vou entregar a minha artilharia. Jamais.
As marcas ficaram... (maldito cheiro de mirra que vem do Centro Paroquial! - Nota mental: assim que tiver chance desaparecer de Santa Rita e ir morar em qualquer outro lugar, nem que seja em Bayeux).
As marcas ficaram, mas isso não significa que vou pular de uma ponte, colocar meu pescoço na linha do trem quando ele tiver passando nem tentar ter uma overdose tomando todos os remédios que eu encontrar em casa.
Foi só uma experiência ruim... Outras boas virão, eu sei. Não é porque o primeiro foi um canalha que todos os outros serão (pelo menos o segundo foi um cavalheiro, eu que não tenho coragem de namorar um cara que vai morar em Brasília).
No mais, assunto encerrado por aqui... Não tenho mais saco pra ficar me lamentando, ou ficar pensando no que foi ou no que poderia ter sido.
Tenho amigos, tenho um cachorro ( o lindinho do meu Poodle preto que atende pela alcunha de Otto já veio morar de vez aqui em casa), tenho um blog e muitos cd's de rock. Não preciso de nada mais que isso.
Tenho um futuro imenso pela frente. 
Lembro que uma vez encontrei uma cigana lá na Lagoa quando eu ia do Lyceu para o Tambiá Shopping. Ela inventou de ler minha mão e disse que minha vida será linda, que existirão mais momentos de alegria do que de tristeza. Que eu vou encontrar o cara que completa não sei o que no meu plano astral. A doida lá disse que minha vida é um livro aberto (eu corrigiria p/ um blog público rsrs), que basta olhar para mim que já se sabe quem sou. Minha alma é pura (lembram da história da Estrela de Davi que ganhei de Daniel? Coincidência?!) Existirão muitos lobos querendo meu sangue, mas no final eu triunfarei sobre eles.
Foi muito louco aquilo tudo. Eu tinha uns quinze anos. Acreditei porque ela me chamou pelo nome de iniciação na bruxaria (apenas 2 pessoas no universo sabiam). Ela também se referiu a algumas pessoas, disse algumas coisas sobre elas e que depois se confirmaram.
Depois, nos meus tempos de Vocacionada, o meu formador da orientação espiritual me disse que Deus tinha um plano grandioso para minha vida e que ele se realizaria mesmo que eu não quisesse. Ah! Ele também disse que a minha vocação não era a religiosa, muito menos a leiga. Ele falou que eu iria negar a Igreja (coisa que fiz recentemente)e que nem por isso Deus deixaria de me acompanhar.
Não sei o que a cigana nem o que Duda quiseram com isso. Pra mim não passava de balela (acho que ainda é). Às vezes penso na vida como uma grande conspiração contra mim.
Estou num conflito com Deus (é verdade que nós dois sempre tivemos divergências) e estou às vésperas de declarar nula a Sua existência na minha vida. Não acredito em bolas de cristal nem em espelhos mágicos, muito menos no que está escrito nas linhas da minha mão...
Acho que acreditar em mim mesma já é o suficiente, afinal de contas, eu sei que existo, sei do que não gosto, sei o que acontece no meu mundo e sei o que perdi.
***

Dan!
Você faz muita falta nessas horas viu meu amor... Acho que agora sei como você se sentiu. Nada nunca é o bastante não é verdade? Você foi o melhor amigo que eu pude ter na minha vida, e se eu pudesse teria ido com você... Se existe mesmo o céu no qual você acreditava, sei que tu deves estar tocando aquele solo que era só seu na música Eu sei do ladinho de Renato Russo.

Um desabafo

Lia era uma menina dedicada, silenciosa, que gostava de ouvir Mozart tomando cerveja com uns amigos que moram em Mangabeira. Estudava loucamente para conseguir entrar na universidade.
Em janeiro, recebeu um e-mai do SiSu dando os parabéns pela aprovação no curso de Pedagogia da Universidade Federal da Paraíba.
Tudo ia bem até o dia em que, inocentemente ela decide voltar à Igreja.
Começa a Frequentar um grupo de jovens e conhece o Mário.
Não sei por que razão, causa, motivo ou circunstância os dois começam um relacionamento.
Lia, virgem, em plenos 19 anos nunca tivera levado um namorado para casa ( o que não a impedia de namorar por aí...\o/). Mário foi o primeiro. O primeiro namorado "sério", o primeiro cara que ela gostou de verdade na vida.
As coisas foram acontecendo até o maldito dia em que Lia transou sem nenhum tipo de prevenção. Nada de camisinha, nem de anticoncepcional nem de pílula do dia seguinte.
Preciso dizer o que aconteceu?
Mário terminou o namoro, fez de Lia o próprio diabo, sabendo que havia o risco dela estar grávida.
A gravidez  já não era mais um risco. Era um realidade de duas semanas confirmada pelo teste da farmácia.
Aí vieram todos os conflitos familiares, as "amizades" perdidas e tudo mais.
Para a alegria dos deuses do Olimpo, o corpo de Lia rejeitou aquela coisa estranha, e  ela abortou espontaneamente aquele filho, que se viesse a nascer, viveria fadado à indiferença da mãe. Ouso dizer que chegaria o dia em que Lia iria o odiar por ver nele a face de Mário.
Mário não estava nem aí pra tudo isso, na verdade, ele nem sabe o que aconteceu com Lia desde o dia em que ele a deixou.
Muitas outras coisas aconteceram. Foram coisas miúdas, e Lia, como uma feminista portou-se como tinha que ser.
Hoje Lia tem 20 anos. As marcas ainda estão presentes. Recentemente, espionando pela última vez a vida de Mário, revoltou-se ainda mais com a frase do Status do Orkut dele.
-Fique aí com seu deus. Reze para que ele tenha misericórdia dessa coisa que você chama de alma. - disse Lia, depois de deletar o perfil dela que tinha todos os amigos em comum dos dois.
Todos os dias ela lembra do sangue no chão do banheiro. Das lágrimas que derramou, das noites que passou SOZINHA dentro do quarto implorando para que lhe fosse tirada a vida.
Ela odiou a si.
Agora ela vive relativamente bem com essas lembranças que enterrou e escreveu num grande epitáfio negro:
IN MEMORIAM DAQUELE QUE VIVEU E MORREU NO MEU PRESENTE. JAMAIS SENTIREI SAUDADES E NUNCA ESQUECEREI O MAL QUE ME FEZ. DESCANSE EM PAZ.
***
CARTA DE  LIA:

Olhar face a face para a desgraça não é para qualquer uma. Não me renderei a jogos infantis e seguirei feliz pela estrada afora caminhado para onde ela me levar.
Não é um homem que vai me fazer sentir completa. O meu doutorado vai.
Não é essa lembrança que vai me derrubar... Não é porque perdi a virgindade que o mundo vai ter que acabar. Os céus não vão desabar por isso.
Não! Eu não cometi um aborto. É verdade que considerei esta ideia por umas 24 horas, mas logo desisti. As pessoas não sabem dessa historinha e não estão nem aí para ouvir o que eu senti.
Mário é o coitadinho. Eu que sou o diabo, a puta, a traidora, a vagabunda. Não ligo! Fui eu que sangrei como uma vaca no abate por um tempo que pareceu a eternidade. Fui eu que vi um pedaço de carne sendo expulso de mim. Poderia ser só uma bolinha de sangue, mas aquilo seria meu filho. Seria o filho de uma mulher. Nasceria sem pai, pois eu não admitiria que ele conhecesse o covarde que o abortou antes de mim.
Não... Ele não me fez mulher. Já nasci mulher. Não é o rompimento de um lacre que  me tornaria "a mulher dele". Eu sou mulher do mundo. Não fui dele.
Me recuso a ser qualquer coisa daquele crápula que negou a mim e ao filho dele.
Santo? Iscariotes? Ou Pedro que negou o Cristo três vezes enquanto ele estava às vésperas da morte? Se é assim, eu quero ser a puta. Prefiro o inferno deles do que colocar essa máscara de perfeição ridícula.Assumo meus rótulos. Que se foda o que pensam de mim!
Deixo claro que não estou nem aqui para a tentativa de Mário de me causar ciúmes com a nova namorada. Sejam felizes. ( Querida, tenha  cuidado, ele é um excelente ator. A Globo tá até querendo contratá-lo para a próxima série: Os grandessíssimos Filhos da Puta).
Faço minhas as palavras de Anayde Beiriz:


Não Eu não hei de chorar [...]
Tu me conheces bem pouco.  [...]

Pouco se me dá saber da tua nova paixão [...]

A razão por que gostei de ti?
Porque pensei que tu eras louco [...]
Tive sempre a extravagância de achar deliciosos os loucos que julgam ter juízo [...]Desiludiste-me afinal![...] E é tão desinteressante um homem ajuizado que finge de louco [...]Dizes que me procurarás esquecer. Ingênuo!Desafio-te a que o consigas [...]As marcas das minhas carícias não foram feitas para desaparecer facilmente [...]Mil outros lábios que se incrustarem na tua boca não arrancarão de lá a lembrança da minha [...]Mas, se ainda assim, o conseguires, a tua vitória não será duradoura.Não há vantagem em esquecermos hoje o que temos de lembrar amanhã [...]


No entanto, eu já não te amo [...]
Admiro os homens fortes e tu és um covarde: Tens medo do meu amor. Receias o delírio febril do meu desejo, a exaltação diabólica do meu sensualismo, a impetuosidade selvagem da minha volúpia [...]
Sonhar um afeto simples, monótono, banal [...] Um afeto que toda mulher pode dar [...]

Fazes bem em procurá-lo distante de mim
O meu amor é bem diferente: é impulsivo, torturante, estranho, infernal [...]
Ouve, contudo, o que te digo: hás de experimentá-lo ainda uma vez [...]Então veremos quem de nós dois chorará [...]

(Das cartas que te escrevi e não te envivei, Anayde Beiriz - Grifo meu).

***

Dou uma balinha de café a quem adivinhar quem é a "Lia" dessa história... E tem mais: Eu (Amanda de Souza) não quis ofender ninguém com as palavras acima.

Que eu nunca esqueça de tudo isso...
Nunca...