sábado, 29 de outubro de 2011

Abriu a porta. Todas as luzes do apartamento estavam apagadas. Jogou a bolsa no aparador decorado por um ramo de qualquer flor artificial. Deitou-se no sofá de cor pastel e acendeu uma pequena luminária. 
Tinha nas mãos um pequeno pedaço de papel ensopado por lágrimas. As lágrimas que estavam contidas no papel amarelo não eram dela.Num impulso, jogou aquela coisa pela janela do décimo oitavo andar.
Tirou os sapatos, o vestido, soltou os cabelos e seguiu para o chuveiro. Saiu do banheiro ainda molhada. colocou-se diante do espelho do quarto munida de uma tesoura. Cortou os cabelos.
Foi à cozinha. Pegou uma taça e uma garrafa de vinho. Afogou todas as suas mágoas e dormiu.
No dia seguinte, era como se nada tivesse acontecido.


"É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar"

Lenine - É doce morrer no mar


2 comentários:

  1. Adorei!
    Me lembrou Clarice rsrs. Mas claro q com um toque todo de Amandha di Souza.
    kkkkkkkkkkkkk

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  2. rsrs... Obrigada Kauna! Pretendo fazer desses fragmentos escritos em linhas vermelhas alguma coisa, mas não sei o que ainda...

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