quarta-feira, 26 de outubro de 2011

nº2

Estar sozinha com você era o que eu mais queria neste momento. Queria tempo para fugir contigo pra qualquer lugar, prum bar, pro teu apartamento, pra beira do mar, juntar nossas mãos. Queria teu cheiro amadeirado, teu sorriso, teu corpo...  Queria tua companhia, tua opinião, teu colo... Você sempre foi mais que um velho amigo. Primeiro, segundo ou terceiro amor... não importa qual a ordem, você é o mais especial de todos, o melhor de todos, o que sempre permaneceu do meu lado. Um dia, um de nós terá que deixar o outro, mas que não seja agora, hoje à noite ou amanhã. Preciso de você... Preciso sentir você perto; saber que você se importa com tudo... Não precisa, mas isso faz bem pro ego. Adoro quando você é cúmplice dos pequenos delitos que pratico contra mim mesma. Sei que você ainda não decidiu se vai, se fica; mas eu só quero que você entenda que para mim, nada mudou. Continuamos os mesmos. Meu sentimento por você é o mesmo de cinco anos atrás. A estrada está ficando escura e esburacada, a tempestade dá medo mas ainda temos coragem, não temos? Então, podemos ficar sozinhos? Tocar você não me machuca mais, não me importo mais... no final somos só nós dois mesmo! Ou continuamos ou acabaremos seguindo por caminhos diferentes. O amor é um jogo de azar, não precisamos unir sexo com tanta cobrança. Somos melhores livres. Espero que você entenda... Te gosto, mas isso é só de vez em quando, e quando a crise de abstinência de você me ataca, preciso te consumir.


Amandha di Souza ; Fragmentos - nº 2.

Nenhum comentário:

Postar um comentário