sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Jornalismo Paraibano, não morra por favor!

Acordei às 10 da manhã com minha mãe ligando para mim, se não, não teria acordado.
Levantei, pus café numa xícara que tem a estampa de um gatinho vermelho e, como de costume, vim ler os jornais de todo dia no computador.
Abri Orkut, Facebook, este meu Blog (Agradeço pelos cometários recebidos!!!), e no Twitter uma coisa me chamou atenção pelo simples fato de conter uma coisa que eu queria ter visto há muito tempo nesta Paraíba de jornalismo sensacionalista e apelativo.É claro que não estou generalizando, pois, na minha opinião apenas uma emissora faz um jornalismo sério neste estado.
Fui ao link indicado no Twitter e me deparei com uma notícia que me satisfaz.
No dia 30 de setembro, eu estava almoçando com minha irmã e ligamos a televisão da cozinha. Fiquei chateada pela opção de canal que ela fez, mas me contive. Prestei atenção nas chamadas do programa policial que trazia como atração principal o estupro de uma jovem em Bayeux (Região metropolitana de João Pessoa).
Fiquei indignada com aquilo. Parecia que alguém queria se promover às custas da desgraça de uma adolescente. As chamadas da matéria que se desenrolaram por todo o programa foram, na minha opinião, de um total desrespeito com o sofrimento da menina.
Além dos flashs das cenas, a vídeo inteiro foi posto no ar no final do programa. Com um desfoquezinho, mas o apresentador fazia questão de narrar as cenas. Por mais que o vídeo tivesse sido divulgado na internet não poderia ter sido veiculado na tv aberta ao meio dia.
Não tive coragem de assistir esse vídeo e, como criança, fechei os olhos durante os flashs.
Eu me imaginei no lugar daquela menina. Me pus no lugar da família dela, no que os pais estavam sentindo. Será que já não bastava a filha ter sido violentada? Ainda tiveram que ver as imagens da adolescente exibidas para todo o Estado num programa que é "líder de audiência" - o apresentador faz questão de enfatizar isso todos os dias.
Um estupro pode trazer consequências trágicas para uma mulher, quanto mais para uma menina!
Mantenham a audiência mas mantenham o nível, por favor! Não conquistem o primeiro lugar ao custo do sangue das vítimas de crimes horrendos como estes.
O Ministério Público Federal está movendo uma ação pública contra a emissora e contra o apresentador. O valor da causa chega a mais de 5 milhões de reais.
Alguns humanos de cabeça pouco desenvolvida tem prazer ao ver a desgraça alheia, por isso a audiência do programa cresce.
Eu só venho pedir mais respeito com as famílias das vítimas e com os telespectadores. E não me ponha no que chamam de intelectuais da imprensa paraibana, pois não passo de uma estudante de Pedagogia e moderadora deste Blog.
É triste ver como o jornalismo paraibano anda... é triste.

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