quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Jornalismo Sensacionalista - Minha crítica

Eu e minha língua...
Um colega da Universidade ligou pra mim e me contou sobre a Mesa redonda que deu o que falar na hora do almoço nessa Paraíba de Deus e do Diabo.
No mais, eu tenho tantas críticas a fazer ao apresentador do Correio Verdade que não sei nem por onde começar.
Eu gostaria muito de ter participado da tal mesa redonda, mas eu sequer sabia que ela aconteceria, sem falar que estou ocupadíssima com um artigo que tenho que entregar na próxima semana.
Sabendo que corro o risco de ser tachada de "intelectual da imprensa" vou avisando que sou universitária mas faço Pedagogia e não Jornalismo. O que me faz criticar é o meu bom senso.
Não posso acreditar na credibilidade de um jornalismo que dá informações desencontradas e que, em busca de audiência apela para o ridículo. Não vou apoiar um jornalismo sem faculdade que denigre a imagem de quem se ferra estudando por não sei quantos anos para ser habilitado para a profissão.
No meu entender, a pessoa pode ser diplomada em Medicina ou Direito, mas se não estudou especificamente Jornalismo não pode ter o poder de formar opiniões.
Fico preocupada quando vejo a violência sendo mostrada de da maneira que é, intitulada de "jornalismo verdade".
Ok. Faça-se o jornalismo verdade, mas não vale apelar tanto né? Já dizia o apóstolo Paulo "Tudo posso, mas nem tudo me convém", frase repetida pela Jornalista Patrícia Rocha.
De certa forma me sinto impotente, pois essa forma de expor as notícias tem tomado o gosto popular.
Aí vem alguém e me diz que Samuka interage com o público. Bruno Sakauê, Patrícia Rocha, Haryanne Arruda, Wendell Rodrigues e Carla Visani também interagem com os telespectadores sem terem que apelar a um cajado,  sem ter que gritar em frente às câmeras, sem ter que falar em Deus e etc...
Vou ousar e comparar a postura do Pedagogo com a postura que o jornalista deve ter. Tanto professor como o jornalista são personagens que formam opiniões, então, eles tem certo poder sobre a opinião das pessoas.
Eu, como estudante de Pedagogia prego uma educação Laica e defendo o jornalismo que também é laico e imparcial.
Várias pessoas assistem a um programa de tv, e muitas delas não acreditam em Deus. São negros, brancos, índios, bruxos, ateus, católicos, evangélicos e etc. Acredito que um programa sério não precisa apelar para Deus.
Se um "profissional" que tem tamanha responsabilidade banaliza de tal forma as mortes, os estupros e toda a movimentação policial que acontece na região que o programa abrange, não podemos esperar que a população se indigne e procure por soluções para os problemas.
Se é normal que todos os dias, na hora do almoço, as informações serem repassadas sem comentários que tenham embasamento, não podemos esperar que a massa que dá a tal audiência desenvolva seu senso crítico.
Coisas como matar o murrinha, expressões oxi vaquêro, é pau pra comer sabão e pau pra saber que sabão não se come não poderiam ultrapassar o vocabulário nordestino de raiz (coisa já ultrapassada desde os tempos da minha vó) não vão revolucionar o jornalismo, não vão ajudar a cabecinha das pessoas a evoluir.
Não é dizendo que um estuprador merece ser capado que as coisas cão mudar. Não é execrando um ser humano, julgando-o de forma discriminatória que vai se obter justiça, para isso existe polícia e legislação.
Não é fazendo de um programa policial um programa de comédia que os índices de violência vão diminuir.
Enquanto continuarem a fazer brincadeirinhas com os mô-fis, mais deles vão querer aparecer em Samuka.
Liberdade de expressão é um direito sim, mas tem que se ter bom senso.

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