domingo, 9 de outubro de 2011

Latam! Não parem!

Latam!
Latam mais!
Os latidos são como sinfonia
Aos meus exigentes ouvidos...

Latam!
Latam mais!
Latam como se o latido
fosse o último,
como se fosse aquele
que o vira-lata
late
em noite de lua cheia.

Latam!
Latam mais!
É meu estímulo
Essa vossa herança!

Latam!
Latam mais!
É pelos seus latidos
que persisto em filosofar
Pelos dias
e noites
e madrugadas.

Latam...
Latam mais!
Quanto mais latirem,
mais forte seguirei
para o objetivo
que tracei.

Latam!
Latam mais!
Mostrem-se vivos!
Não calem jamais.

Pois vocês,
reis caninos,
é que tem o direito de ter
compaixão de mim,
miserável mortal
perdida em meio aos livros.

Pois é a vocês,
grandes criaturas,
que rogo misericórdia
Por ser portadora
Dessa doença
De questionar tudo
na vida.


**Certo dia, um filósofo me disse: Não tenhas medo nem vergonha de filosofar. Deixe que eles tenham comiseração de ti.
Os cães latem enquanto a caravana passa...
Pois que latam mais!
Estou no caminho que escolhi para mim...

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