segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O copo sobre a escrivaninha. Os olhos rasos d'agua de vinho. A caneta vermelha sobre a pauta. Os versos eram tristes mas a coragem que ela tinha dentro de si era imensa, infinta como as águas do mar. Ela dançava, rodopiava no trapézio das ideias, calou sua voz, seu verso, seu coração apenas com o fechar dos olhos ao som dos bandolins...




(...)
E como não,
E por que não dizer
Que o mundo respirava mais
Se ela apertava assim?
Seu colo como
Se não fosse um tempo
Em que já fosse impróprio
Se dançar assim
Ela teimou e enfrentou
O mundo
Se rodopiando ao som
Dos bandolins
(...)
Bandolins - Oswaldo Montenegro.

2 comentários: