sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sonhos...

Amanhã fará dez meses da morte de Daniel.
Depois de tantos poemas e tantos textos escritos pra ele não sei nem o que dizer dessa vez.
Tenho medo de esquecê-lo. Mês passado eu estava tão enrolada com minhas atividades que acabei esquecendo dele. Hoje lembrei porque sonhei com ele.
Eu estava num lugar que parecia um café. Eu observava os carros que passavam na rua estreita de paralelepípedos enquanto chovia.
Daniel chegou e sentou-se na mesa que eu estava. Lembro que trazia o inseparável violão nas costas.
Ele abriu aquele sorriso e como era de costume deu-me aquele abraço e desejou-me boa tarde.
Não parecia um sonho. Era como se fosse uma extensão da vida como a conhecemos.
Ele me agradeceu pela visita e disse que tinha muito a dizer.
Falou-me de seu pesar pelos últimos acontecimentos ruins, mas felicitou-me pelas pequenas conquistas que irão se converter em grandes coisas.
Perguntou-me pelo seu pai, o que foi muito curioso pelas circunstâncias em que tudo aconteceu.
Não lembro de muita coisa, mas um alerta eu não esqueci:
"Mandinha, não pense que você não aguenta o peso da vida, não cometa o mesmo erro que eu cometi".
Sonhos...  Quem poderá os justificar?

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