quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Enquanto isso nas redes sociais...

1.
Igreja eu eu. Duas coisas que não combinam. Um dia já combinaram, mas hoje não dão mais certo.
A impressão que tenho é que igreja(s) não gosta de mulheres, principalmente daquelas que pensam. Pelo menos foi assim que aconteceu comigo.
Não quero que o padre ou o pastor decidam minha vida. Se a vida é minha eu que tenho que decidir. 
Sei que já deve ser a terceira vez que escrevo isso, mas preciso reclamar de novo.
EU NÃO AGUENTO MAIS TANTA "FÉ" NO FACEBOOK.
As pessoas falam de preconceito com as religiões. Mas CADÊ O RESPEITO COM AS PESSOAS QUE NÃO ACREDITAM? 
Cada um que diga que a salvação está na sua igreja. Acho que a minha salvação está no meu direito de pensar no que eu quiser e de ir pra onde eu quiser
Percebi que um ida que o tempo eu perdia na igreja falando mal da conduta das outras pessoas era o tempo que eu deveria estar em casa lendo.
Concluindo: Isso não é fé. Isso é necessidade de mostrar as pessoas que você acredita em alguma coisa.
**
2.
Fiquei puta quando vi as imagens de um homem que estava arrastando um cachorro no asfalto em Jaguaribe. Sério, isso é muita crueldade. Mas o que me deixa mais puta ainda são os comentários que vi no Facebook.
A mediocridade gira em torno da mesma lógica da de Julio Bam Bam Bam. Vou transcrever alguns dos comentários que achei lá:

gente, q absurdo! quero que esse idiota morra!
vou arrastar ele pro inferno.
enterrem o cara vivo!
q esse idiota morra torturado.
já que matar não pode temos que esfolar vivo.
esse homem tem mais é q morrer.

E por aí continua... Mas me esclareçam uma coisa: Esfolar o cara, matar, chamar de filha da puta adianta? Dizer que tinham que amarrar um saco na cabeça do cara que arrastou o cachorrinho e fazer a mesma coisa que ele fez com o animal não é a mesma coisa?
Só para constar: eu tenho um Poodle de 3 meses, o Otto:

***
Por essas e outras, penso muitas vezes em me desligar das redes sociais.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Eu não troco um sorvete por você.

Que verdade é essa que me apanha desatenta? Que vontade, que ideia de falta é essa? Não consigo acreditar que eu caí sobre as cinzas do que restou de nós dois.
A lágrima, ao ver a imagem sacra passar me fez mais uma vez te perdoar. Te perdoo pois sei que você não vê nada além daquilo que te mostram. Sei disso por experiência própria pois por muito tempo te mostrei só o que eu queria.
Errei.
Julguei que você era mais esperto. Não era.
Eu sei que você lê o meu blog. Você lê porque sabe que vez ou outra eu vou fazer isso quando eu lembrar daquilo que ficou marcado na carne. Escrever pra você é uma tortura.
Eu consegui deixar a maior parte das coisas da gente no passado, você não, e é por isso que não me liberto totalmente dessas amarras.
Já te pedi tantas vezes... e continuo pedindo pra que você se afaste de mim. Não fale com minha irmã, não passe na frente da minha casa como se procurasse algo, não faça nada  que me envolva.
Não acha que já foi pesado de mais pra mim?
Troquei tanta coisa na minha vida por você... lembra? Bolsa de estudos - São Paulo - emprego - Portugal. Aquelas coisas significavam muito pra mim, mas parecia que você era mais importante. Eu deixaria minha mãe pra ir estudar em São Paulo, sem exitar, mas não consegui deixar você.
Tem horas que eu acho mesmo que você é um babaca. Isso porque eu tenho amigOs, e dois deles me disseram que iam incentivar as namoradas caso oportunidades assim viessem pra elas.
Cara, eu não sei no que eu pensava... Eu não sei o que rolava nessa minha cabecinha, mas acho que se for pra falar de bruxaria aqui o bruxo foi você não acha?
Falar pro teu primo sobre a gente foi fail. Falar pro cara que ainda vai ferrar com a tua vida o que rolou com a gente foi fail². Falar pra corja da Igreja sobre o fim do nosso namoro foi fail³.
Você tem noção do que isso tudo fez comigo? Você nunca se perguntou porque eu nunca mais apareci na igreja? Você não sabe mesmo porque eu exclui todas as pessoas que você considera da minha vida?
Tem dias que choro. Choro muito. Se você pensa que é por você, engano seu.
Lembra da última sms que te mandei? Aquela do dia 30/07/2011 às 23hs? Acredite, não retiro nenhuma vírgula dela.
Se eu não esqueço as coisas ruins é claro que também não esqueço as boas, por isso se afasta tá bom...
Se você quer conversar comigo pede meu telefone pra alguém. Vem aqui em casa, marca em algum lugar, sei lá... seja o homem que você não foi quando eu precisei de você.
Na boa, sai desse mundinho onde tudo é perfeito. Sai dessa amizade que te atrasa. Joga fora essas coisas todas que te prendem num lugar que não existe, joga fora essas pessoas, inclusive eu.
Você é um cara inteligente, por isso gostei de você. Estou errada ou o trágico fim do nosso relacionamento teve influências?
Não seja burro. Me esqueça. Esqueça Santa Rita, Igreja, amigos FALSOS e pense em quem você é sem que nada disso te influencie.
Por isso não demos certo.
Eu sei voar sozinha sem me preocupar com as coisas que deixo pra trás, mas você tem uma necessidade ridícula de ter sempre alguém junto contigo pra fazer qualquer coisa da vida.
Fiquei puta da vida quando você foi comprar meu presente do dia dos namorados acompanhado. Eu fui comprar sozinha e você sabe bem o quanto eu odeio comprar presente pros outros. Não precisávamos da opinião dele. Seu amigo já tem o casamento dele pra tomar conta.
Não deixa ninguém ser responsável pela tua vida tá bom? E não me pergunte porque raios eu ainda me importo.
Eu me importo com você, mas, acredite, EU NÃO TROCO UM SORVETE NUM DIA DE CHUVA POR VOCÊ.




domingo, 27 de novembro de 2011

Fragmento nº 16

É nos dias de chuva
que
dói
mais.

As flores
brancas
do jardim,
pesadas do orvalho
choram
junto.


Mas amanhã,
segunda feira,
tudo haverá de passar.

Vacinar o cachorro,
Exame
Oftalmológico,
Contas a pagar.

Tudo irá
me fazer esquecer
A dor 
adormecida.

(Des) en-contrados

Domingo nublado.
Ele para o carro,
Sai.
Liga o alarme.
Caminha.
Toca a campainha.
Ela não está
ainda.
Desce as escadas,
Tropeça,
Cai.
Levanta.
Liga o carro,
se afasta .
Pensa ser tarde.
Confeitaria,
Café,
Onde ela
haveria de estar?

Ela sai
do apartamento.
Estacionamento.
Liga o carro.
Vaga pelos becos.
Para.
Observa a casa
dele.
Toca a campainha.
Onde ele
haveria de estar?
Volta.
Café,
Confeitaria.
Pensa ser tarde,
aquele
domingo nublado.


Resolvi me afastar, e agora estou tentando tirar da cabeça. Não estou conseguindo, porém tentando. Não consigo mais aceitar relações pela metade. Em outras palavras, raspas e restos não me interessam.
Caio Fernando Abreu


É sempre assim quando a gente resolve não esperar mais pelo incerto. É isso mesmo: Incerto. Dói tanto que parece que o mundo vai desabar sobre minha cabeça, mas aceite, da mesma forma que eu aceitei, que na sua vida não há espaço pra mim. Estou sendo cruel, dramática, precipitada? Talvez. Você sabe que eu não sei esperar e que desisto facilmente das coisas. Sinto muito, muito mesmo, mas desisti de nós dois. Não é a primeira vez que eu digo isso, mas sinto que agora essa ideia vai mesmo se concretizar. Não dá mais pra esperar por você. Brasília? Bom pra você, não pra mim. Desculpa, mas acho que temos que parar por aqui.

 --
Ando pela rua a te chamar
Mas na verdade, tanto faz
Porque visto as frases que você me deu
Mas elas não me servem mais
O que aconteceu com seu futuro que era o meu?
Agora não adianta mais me responder
(nem venha me dizer)
Quem passou do ponto onde era longe
E de que jeito era o certo
Porque minha dor sempre se esconde
Mas nunca sai de perto
O que aconteceu com meu futuro que era o seu?
Eu não vou provar do seu antídoto
Que me salva e me condena a me encontrar perdido
Não preciso de você pra descobrir
Que a estrada infinita que tenho que seguir
Não leva a nada
Começamos o fim... É assim
O melhor pra você, o melhor pra mim
Eu não voltaria mesmo
E você não podia ter ficado aqui
(nunca foi tarde)
E hoje quando amanhece sol
Abro a janela para a chuva
Que coincidência: tua mão
Não cabe mais na minha luva
O que aconteceu com o futuro que morreu?...
Ou nunca existiu?
Você nem olhou pras coisas que admiro
E nem me ouviu
Mas era eu quem te chamava com meu último suspiro
O que aconteceu com o futuro que se perdeu?
(nunca foi tarde)
Nunca foi tarde - Paulinho Moska

Você e eu

Uma grama,
Uma cama,
Um samba
pra gente dançar.

Qualquer praça,
Qualquer rua,
Qualquer lua
pra se enamorar.

Lugar qualquer;
Qualquer que seja,
Que seja
Com você.

No breu,
Na luz do poste,
Nada mais importa.
Nada que não seja
Você e eu.

Dividir lençol,
Guarda chuva,
Jardim.
Você é o que interessa
pra mim.

sábado, 26 de novembro de 2011

Fragmento nº 08

O lugar era escuro. Preferia o breu da noite para melhor se camuflar entre as pessoas. Se bem que não eram tão pessoas aqueles vultos vorazes que caminhavam nas sombras à espreita de uma alma desiludida.
O cenário daquele bar fugia do cotidiano daquela mulher: Paredes mofadas, mesas sujas, baratas no chão. Nada ali parecia com ela nem com a roupa que ela vestia.
De longe sentia-se o perfume afrancesado. Pelo vestido bem cortado, pelo cabelo alinhado e pelos sapatos que ela trazia nas mãos via-se que ela não morava naquele buraco da cidade.
Os homens a olhavam com curiosidade e medo: o que uma mulher rica fazia naquele lugar?
Ela andou em direção ao balcão. Pediu um copo de chope. Tomou tudo como se não pudesse perder um minuto da sua vida.
Tirou da bolsa uma cédula qualquer e saiu.
Foi em direção ao mar. Guiava-se pelo cheiro de maresia.
Nenhum corpo habitava as areias. 
Ela sentou-se. Sentiu-se senhora daquele mundo que ela jamais conhecera.
Tirou os brincos, a pulseira, o relógio, a aliança de noivado. Rasgou um pedaço do vestido, embrulhou as joias e ofertou-as a Iemanjá.
Caminhou pela beira do mar. Deitou-se na areia, de corpo e mente cansados.
Olhando a pequenez e a beleza das tímidas estrelas que se viam nas águas compreendeu que ela não era o achava que era. Ela não era o perfume, a herança. Não era o vestido muito menos os sapatos.
Ela tinha dinheiro, empresas, imóveis, carros. Mas que isso importa quando só se quer ser alguém? De que vale riqueza quando apenas se deseja ser o que sonhou quando menina?
Ela não tinha nome, ela não era ninguém.
Triste conclusão.
Perdeu todo tempo de sua vida pensando que a felicidade estava nas cortinas de cetim do quarto, nos travesseiros importados, nas viagens ao exterior. 
Sempre estivera sozinha. Todos que se aproximavam apenas queriam roubar-lhe algo.
Ela aceitou a realidade que gritava na sua frente.
Levantou. Tirou a areia do vestido, secou os olhos molhados de lágrimas.
Percebeu que o castelo derrubado pela verdade não era o fim da história. Agora ela não precisava mais fingir, ela apenas queria atingir a felicidade sonhada.
Segunda feira. Chegou para trabalhar. Entrou na sua sala, olhou para tudo e percebeu como aquilo tudo era medíocre. Seguiu pelo corredor, entrou na sala da presidência e disse ao pai que se demitia.
Pegou a bolsa, entrou no carro.
Dirigiu.
E não se sabe onde ela foi parar.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sobre o caso de Júlio Bam Bam Bam: Mediocridade coletiva.

A palavra para o caso é mediocridade. A questão é saber quem é mais medíocre: O próprio Júlio Bam Bam Bam ou as pessoas que mandam ameaças de morte e tweets do tipo "aparece aqui na Paraíba pra tu se fuder escroto", "Vem aqui que eu te dou uma pexeirada no bucho seu fresco" "Vai tomar no cu pilantra", "Júlio Bam Bam Bam vai ter que vender a mãe pra pagar o processo" etc...
Eu, na minha imensa curiosidade e vontade de formar uma opinião que realmente me satisfaça, fui investigar a vida do Júlio. Sabe o que eu acho que ele queria? Fama. E nós, paraibanos, demos o que ele desejava: o centro das atenções.
Primeira coisa: Pelo Nick do Twitter já se tem uma ideia da personalidade do indivíduo. 
Segunda coisa: Os paraibanos que o xingam e ameaçam estão fazendo alguma coisa diferente da atitude ridícula dele?
Terceira coisa: Que mané amorzinho à Paraíba foi esse que apareceu de uma hora pra outra?
Avá gente! Custei acreditar nessas coisas. Muitos paraibanos não valorizam o estado! Aí quando vem um cara de fora que escracha com o estado o povo fica com sentimentalismo barato no Twitter. Alguém fez o favor de descobri o número do telefone dele e ficou divulgando o tempo inteiro no Twitter pra que as pessoas ficassem fazendo um papel ridículo ligando pra cara e ameaçando e esculhambando.
Quantos de nós temos preconceito com o povo do sul? Já vi muito paraibano dizendo que todo carioca é ladrão, que todo paulista do interior tem sotaque ridículo, que Recife é fedorenta, que cearense tem nariz grande, que os argentinos são todos filhos da puta, que todo amazonense é índio e por aí vai.
Tenho amigos no Rio de Janeiro e nenhum deles é bandido. Conheço pessoas do interior de São Paulo e não acho o sotaque deles nem um pouco ridículo (acho até bonitinho). Recife não é uma cidade que é toda mal cheirosa, nem todo cearense tem narigão. Conheci um argentino em Campina Grande e não achei que ele era um filho da puta, aliás, nem sei o que significa filho da puta. Nem todo amazonense é índio e mora numa tribo.
E o preconceito contra times de futebol? Dizem que os corintianos são bandidos, analfabetos e moram nas favelas.  Também dizem que os são paulinos são viados. Não sei o que significa viado e nunca vi um na vida. Conheço um Corintiano que é Professor Universitário Doutor em Filosofia.
Engraçado foi ver que pessoas que postam mensagens sobre perdão cristão mandando o Júlio ir pra puta que pariu, pro inferno, se foder, dizendo que queria matá-lo etc. Sabe no que isso tudo deu? Em fermento para as ideias do Júlio.
Essa esculhambação coletiva por parte dos paraibanos alimenta ainda mais as críticas do Júlio.
Tá tudo errado gente! Sabe o que deveríamos fazer? Mostrar que os paraibanos não são os paraíbas que o Júlio fala. deveríamos mostrar que somos gente inteligente e que nos orgulhamos do estado.
Algum insulto direcionado ao Júlio por acaso mudou a ideia dele sobre o nosso estado? Não gente! Tudo porque os paraibanos estão se mostrando pequenos e iguais no que concerne a capacidade mental dele.
No dia em que o caso do Júlio tomou conta das redes sociais e de blogs de notícias, os jornais e telejornais que prestam anunciavam o aumento de 17% no imposto sobre compras na internet. Ninguém comentou sobre isso. Ninguém criou uma Tag no Twitter protestando contra isso.
E o pior de tudo é que hoje, dias depois, continuam ameaçando o cara.
Faço uma comparação: No vídeo, o Júlio diz que só encontrou viado na praia. No twitter alguns paraibanos  falam de preconceito e homofobia, só que , dois tweets na frente chamam o Júlio de Viado. Homofobia em dobro né não?
Gente, pelo bom senso e inteligência que eu sei que vocês tem, deixem esse cara pra lá, não adianta dar audiência pra ele. Não é pq ele disse que a Paraíba é uma bosta que ninguém vai querer mais vir aqui, que todas as pessoas do mundo vão achar que na Paraíba só tem gente burra, homossexuais e mulheres feias. O  Vídeo é a opinião dele, não a da Galáxia inteira, então, pra que se preocupar?
Vamos combinar uma coisa? Vamos começar a pensar em quem vamos eleger prefeito da capital ano que vem? Vamos cobrar dos políticos mais investimentos na área de turismo pra Paraíba?

Será que os paraibanos só tem orgulho da Paraíba quando alguém a insulta?


Nota: Gostei muito do vídeo do JeffWinnerTV  : Para ver o vídeo clica aqui =)

Post de número 200

Ando escrevendo muita poesia ultimamente. Tem muito tempo que eu não escrevia tanto. Escrevi até um miniconto! Tô feliz por voltar a ser a Amandha di Souza.

Meu blog não tem mais tantos acessos como antes.
Sei que comecei a escrever coisas tristes e que as pessoas, em sua maioria não gostam disso, mas vou correr atrás, não é de meu feitio desistir fácil. Se escrevi coisas horríveis é porque elas estavam dentro de mim. Qualquer um pode ver que passei por três meses de crise só vendo os títulos dos posts no arquivo do Blog. 

Eu estou feliz mas é que eu tive uma crise dessas que os artistas tem... é momentâneo. As coias deixam de significar como antes, a monotonia agarra a gente e aí a gente deixa de produzir. A realidade vai ficando chata, cruel, sem graça.

As coisas perderam o sentido desde agosto mas agora, junto com a melancolia do Natal volto a escrever. Fim de ano sempre me motiva.

E agora eu sinto que mudei, que tem uma coisa que está me levando pra um outro lugar. Passei a pensar mais em mim, a refletir sobre tudo que aconteceu. Definitivamente, 2011 não foi um bom ano pra mim, mas posso fazer com que o finzinho dele me traga boas lembranças.

Fiz péssimas escolhas, isso é fato. Mas o importante é que aprendi muito com elas. Não vou esquecer das más experiências para não cometê-las novamente. Eu não perdi um filho. Eu ganhei uma nova chance de viver.

Fragmento nº 17

Olá! Tudo bem?
Comigo sim, e com você?
Tudo ótimo. Como vão as coisas?
Vão bem, ou quase isso, não sei.
O que houve?
Nada de relevante. Nada que mude o destino do universo.
Já te falei sobre destino. O destino é você quem faz.
Isso é com você. Comigo funciona de outro jeito.
Não. Se funciona de outro jeito é por você não acreditar em si mesmo.
Eu nunca consigo nada do que eu quero mesmo.
Mentira.
(silêncio)
Então, o que você mais deseja?
Alguém.
Como assim, que ideia é essa querido?
Uma mulher que nunca será para mim.
Continue...
Uma mulher que é inatingível. Não existe um homem que possa segui-la. Ela é linda, parece perfeita
(Ela interrompe bruscamente) Perfeição? Você e essa mania de acreditar no que os olhos não vem.
Você não entende.
O que? Eu não entendo que você está ficando com a cabeça cheia de minhocas?
(risos)
Que mulher é essa?
Preciso mesmo dizer?

Pela covardia, por palavras subentendidas, por timidez ou descuido ela o desprezou. Não, ela não podia amar um homem que se rebaixava diante dela. Não era esse o homem que ela queria, ela queria olhar de igual para igual. Ele virou frase perdida num velho livro cheio de traças, enquanto ela seguiu para outra aventura.

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A minha versão religiosa saiu de mercado faz tempo. Ninguém percebeu isso ainda? Será que eu posso duvidar da existência de um deus distante?
Os religiosos falam muito de preconceito contra eles, mas, o preconceito está entre eles próprios.Cada um que queria lotear o céu e vender pros seus fiéis.
Quem respeita os que não tem fé?


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Vizinho,Vamos brincar de desligar o paredão?

Queria morar numa tribo.
Queria morar no meio do mato onde a casa mais próxima fosse a quilômetros de distância da minha.
Queria morar em qualquer lugar que fosse longe do brucutu que me incomoda todas as manhãs.
Passo o dia inteiro em casa, estudando e lendo e pensando em mil e uma coisas e no livro de contos que estou escrevendo. Certo que são contos libertinos inspirados no que há de mais liberto na minha cabecinha, mas preciso de silêncio.
Foto meramente ilustrativa achada no google
Morando perto desse brucutu que abre a mala do seu Escort Hobby 94 e fica ouvindo músicas ridículas não tenho como produzir coisas acadêmicas muito menos relaxar para pensar nos meus contos.
Eu sei que vai aparecer alguém dizendo que eu é que tenho um gosto musical exigente, mas, vocês bem sabem que eu assumo quando reconheço o problema em mim. Fui criada num ambiente onde a cultura imperava. Já até escrevi aqui no blog  Sobre o meu gosto musical. e não acho nada legais as "poesias" que meu vizinho ouve:

Tu não sabe o que é bacanal oh novinha vou falar pra tu

Bacanal é piroca na boca é piroca na xota é piroca... no cu


Acreditem, essa coisa é a melhorzinha. Até meu cachorro não aguenta mais. O coitadinho vai dormir debaixo da minha cama.
Um dia acordei revoltada. Eram 7 horas da manhã e eu tinha ido deitar quando vi o sol clareando por debaixo da porta. Tava com a cabeça cheia, era dia de apresentar um seminário e eu estava daquele jeito. Fui pra calçada, olhei pra fuça dele e disse: Querido, será que você poderia abaixar o volume dessa coisinha aí? Ele, calado desligou a coisa.
Se o brucutu tivesse consciência do quão ridículo ele é, depois daquele pedido meu ele nunca mais teria ligado essa coisa que ele chama de som.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Cartinha para os brucutus*

Queridos Brucutus,

Sei que vocês são muitos e que são pouco educados.Mas, confiando num pingo de bom senso que eu sei que vocês tem, venho pedir para que façam o favor de não estragar minha semana. Estraguem a de outra pessoa só pra variar. Esqueçam de mim, pelo menos até domingo.

Agradeço desde já.

*ideia de Thiago Souto.

Fragmento nº03

E tudo que eu queria
Agora
Era um abraço.


Um abraço
Apertado,
forte,
Acompanhado
de um cheiro
no cangote.



Cachinhos meus



Hoje, em todos os meus perfis nas redes sociais assumi meus cachinhos não tão naturais... Por isso vim deixar aqui no Blog alguns auto retratos tirados no meu celular e editadas no PhotoScape.

Não foram só fotos tiradas depois de lavar o cabelo... Parece que as fotos (que totalizam umas vinte) contém uma certa magia... Uma liberdade sobre alguma coisa que não sei explicar.

Quantas mulheres vivem escravas das chapinhas e escovas e cremes e um monte de meleca pra deixar o cabelo mais liso....


Hoje, olhando no espelho os meus cachinhos lembrei de como eles eram bonitos quando eu era criança...


Por uma coisa boba - hoje eu tenho consciência de que isso é idiota - pedi pra minha mãe alisar meus cabelos. Não lembro exatamente minha idade, mas o motivo foi um comentário de uma colega de turma que falou que meu cabelo era feio.


Ela era uma criança de cabelo espichado e pintado de loiro. Se o cabelo dela tivesse ficado realmente liso e loiro tudo bem. Mas o cabelo dela era aquela tragédia grega que nem era liso nem ondulado, não era loiro, parecia mais com um laranja desbotado.

Não sei a razão de ter dado cabimento aquela criatura. Sei que alisei o cabelo e não gostei. Ficou ressecado, mudou a cor mesmo sem eu ter pintado.

Me arrependo de ter meu feito essa desgraça com meu cabelo cheio de toin-oin-oins...  Hoje não posso mais deixar de alisar se não a coisa piora.

Saudades dos meus cachinhos... mas me dou bem com meus fiozinhos lisos quimicamente... 

Eu tava lindinha na minha festa de formatura da alfabetização... Aquela coisinha gorduchinha de cachinhos, vestido branco e meia calça... Tão focotuchinha dançando valsa no meio do salão do Santa Cruz de Santa Rita.

Mais guti-guti estava em um dos desfiles que a escola Dom Bosco (onde eu estudei até o primeiro ano médio). Eu desfilei vestida de branco com uma cestinha cheia de pétalas de rosas brancas. Certo que eram eu e outras meninas, mas ali parecia que só tinha eu. 

Hoje, com 20 anos, redescobri a graça da infância no simples lavar de cabelos antes da chapinha.

Nada contra a chapinha, a escova e aos ''tratamentos'' químicos... mas é que a gente acaba se tronando dependente, escrava do conceito social de que cabelo bonito tem que ser liso e loiro.

Não há nada de mal em deixar os cabelos naturais pelo menos uma vez na semana... 






Aviso da Lua que menstrua - Elisa Lucinda




Moço, cuidado com ela! 
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua... 
Imagine uma cachoeira às avessas: cada ato que faz, o corpo confessa. 
Cuidado, moço às vezes parece erva, parece hera cuidado com essa gente que gera essa gente que se metamorfoseia metade legível, metade sereia. 
Barriga cresce, explode humanidades e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar mas é outro lugar, aí é que está: cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita.. 
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente que vai cair no mesmo planeta panela. 
Cuidado com cada letra que manda pra ela! 
Tá acostumada a viver por dentro, transforma fato em elemento a tudo refoga, ferve, frita ainda sangra tudo no próximo mês. 
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou é que chegou a sua vez! 
Porque sou muito sua amiga é que tô falando na "vera" conheço cada uma, além de ser uma delas. 
Você que saiu da fresta dela delicada força quando voltar a ela. 
Não vá sem ser convidado ou sem os devidos cortejos.. 
Às vezes pela ponte de um beijo já se alcança a "cidade secreta" a Atlântida perdida. 
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela. 
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas, cai na condição de ser displicente diante da própria serpente 
Ela é uma cobra de avental 
Não despreze a meditação doméstica 
É da poeira do cotidiano que a mulher extrai filosofando cozinhando, costurando e você chega com a mão no bolso julgando a arte do almoço: Eca!...
Você que não sabe onde está sua cueca? Ah, meu cão desejado tão preocupado em rosnar, ladrar e latir então esquece de morder devagar esquece de saber curtir, dividir. 
E aí quando quer agredir chama de vaca e galinha. 
São duas dignas vizinhas do mundo daqui! 
O que você tem pra falar de vaca? O que você tem eu vou dizer e não se queixe: VACA é sua mãe. 
De leite. Vaca e galinha... ora, não ofende. 
Enaltece, elogia: comparando rainha com rainha óvulo, ovo e leite pensando que está agredindo que tá falando palavrão imundo. 
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!


Elisa Lucinda




domingo, 20 de novembro de 2011

Minha consciência negra

Brasileiros.
Miscigenados.
Sangues Misturados.

Quem aqui não é preto?
Quem aqui não é negro?
Negro na cor,
No cabelo.
Na boca,
No olho,
No jeito.

Quem no Brasil não é negro?
Imagem de divulgação do Dia da Consciência Negra
em Olinda - PE.
 Arte: Anizio Silva - Foto: Passarinho/Pref.Olinda 
No suor,
Na força,
No músculo,
Na resistência.

Quem no Brasil não é negro?
Quem aqui não é preto?
Quem aqui
Em sua alvura não tem
Sangue de escravo?

Quem aqui não é afro?
Quem aqui não tem sangue
de afro?
Quem aqui não descende
de afro?
Quem no Brasil não é miscigenado?

Consciência Negra.
Consciência brasileira.

Cabelo crespo,
Pele corada,
Vim da senzala,
Sou de raça
Sou descendente da África.

Não tenho vergonha
da minha pele,
do meu corpo,
do meu povo.

Minha consciência é negra,
e a sua?

--
Amanda de Souza
Estudante universitária cotista racial.

Fotografias

Felizes
eram
aquelas
fotografias.

Seu sorriso...
Coisa mais bela
que meus risos
acompanharam.

Seus olhos...
Luzes castanhas
Faróis de meu oceano.

Ondas havaianas
Marolas
em meu peito.

Gastei horas
Olhando tuas fotografias.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Saudades do Lyceu Paraibano...

A saudade me atacou. Me agarrou num golpe baixo.
Há alguns minutos atrás estava eu, teoricamente sem nada pra fazer, fuçando a vida alheia no Orkut.
Visitei o perfil de uma amiga que estudou comigo no Lyceu Paraibano em 2008. Por coincidência do destino, quando olho para os quadradinhos dos amigos dela acho minha melhor amiga daqueles tempos: Valéria.
Perdi contato com Valéria em 2009, quando saí do Lyceu e comecei no vocacionado pra valer mesmo.
Abri o perfil de Valéria e comecei a chorar loucamente.
A frase de perfil diz que agora ela tem uma filha: Esther Mayanna. Também descobri que ela está morando no Rio de Janeiro.
Quando eu vi a foto dela e abri o perfil tive a esperança de marcar um encontro pra gente colocar o papo em dia, mas... Parece que não vai acontecer tão cedo.
Mandei um convite e vou esperar pra ver se ela aceita. Vi que a última atualização dela foi no dia 8 desse mês.
Como eram bons aqueles dias... Como era boa a nossa amizade... Queria muito voltar a ter contato com ela, saber como ela está, o que aconteceu na vida dela e porque ela foi pro Rio se ela gostava tanto de João Pessoa.
Eu, acostumada com o cabelo ruivo dela e com o rosto sempre bem maquiado me surpreendi com o olhar abatido, com o cabelo loiro e o rosto sem maquiagem.
Queria tanto dar um abraço nela... Chorar junto com ela como a gente fazia.
Lembro que quando eu entrei na experiência do vocacionado ela me disse: Deixa de invenção Amanda! Tem tanta coisa pra viver no mundo e tu vai se enfiar num convento! eu sei que tu vai desistir dessa ideia.
Saudade dela, dos conselhos dela, das conversas, dos desabafos e das aulas que a gente queimava pra ir pro cinema no Tambiá.
Saudade do Lyceu, dos amigos daquele tempo, das tardes, das manhãs no cursinho, dos professores queridos. Saudade de deitar na grama bonita que tinha na pracinha, de cantar reggae com Natanael, dos sorrisos com Luciana Magna, Luciana Souza, Paulinha, Lúcia, Damiana, Pollyana, Tatiana, Kennedy, Augusto e outros que não lembro agora mas que foram tão importantes... 
Saudade maior da minha amiga Val...
E eu continuo a chorar, torcendo pra que ela mande nem que seja um sinal de fumaça do Rio de Janeiro pra cá...
Saudades...

Criminalização da Homofobia Já!

Não entendo os homofóbicos.
Entendo menos ainda a homofobia dos cristãos que seguem ( ou deveriam seguir) o mandamento do Cristo:
Amai-vos uns aos outros como a si mesmo.


De uns tempos pra cá

Mudei minha rota.
Mudei minha literatura,
Minha postura,
Mudei.


De uns tempo pra cá,
Tanta coisa deixou de importar.
Tanta coisa
é só mais uma coisa.


Palavras antes intragáveis
Tornaram-se matéria
comestível.
Engulo-as.


E se antes eu me abstinha,
hoje me embriago.
Embriago-me de mim,
Bebo a noite,
O vinho,
O meu fim.

______________


De uns tempos pra cá
telefone, bicicleta
minhas saídas mais secretas
tô pensando em deixardê no que tiver que darseu amor me basta terpra ficar só com vocêisso de uns tempos pra cá
Coisas são só coisasservem só pra tropeçartêm seu brilho no começomas se viro pelo avessosão fardo pra carregar.
(Chico César - De uns tempos pra cá)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O mar

Me dei conta de que venho falando muito sobre o mar.
Talvez seja influência de minha Orixá Iemanjá.
Talvez seja por uma lembrança de infância qualquer.
Talvez seja mesmo porque eu gosto do mar.
Talvez não seja por nada disso, afinal, o mar é só o mar...

Mas o mar tem aquele cheiro,
Aquele convite...
Aquela qualquer coisa
Que me leva pra junto dele.

Que saudades que tenho do mar...
De entregar-me nos seus braços,
De brincar nele como criança,
De sentir minha pele queimar
Pelo sol e pelo sal,
O sal do mar.

E mesmo salgado o mar
tem algo doce.
Não sei explicar
O mar.

O mar que navego.
O mar que me navega.
O mar que me sossega,
Que me enjoa
Que me faz sonhadora
De terras distantes.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Nas margens de mim

Tardes de fim de ano,
Árvores de Natal piscantes,
O calor de novembro,
O cheiro do feriado.

Tanta coisa miúda,
Tanta lembrança dele,
É tanta falta que chega a sobrar.

Sem ele a cuidar de mim
Fujo e finjo que estou bem.

Corto as penas das minhas asas,
Não troco de roupa
E fico parada na mesma esquina
Esperando ele voltar.

Tristes tardes de fim de ano.
Entediantes árvores de Natal piscantes...

Acho que ele não foi embora...
Não, ele ainda está ali!
O problema é que ele não me nota...

Penso que seja melhor assim.
Não posso tropeçar nas pedrinhas
Da estrada.
Deixarei que um dia ele me ache
Nas margens de mim.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

USP: A culpa é de quem?

A sociedade do espetáculo: o real problema.

USP: a melhor universidade do Brasil, visto que ela é 169º no ranking do Top Universities.
3 estudantes presos por estarem portando uma quantidade ridícula de maconha, o que os caracterizou como usuários.
Estudantes da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) do campus Butantã protestam.
Nove cursos da USP foram classificados entre os 200 melhores do mundo também pela QS Intelligence Unit, dos quais seis são da FFLCH.
A mídia apresentou apenas um lado da moeda. A sociedade, em sua grande maioria considera hoje que os estudantes da FFLCH não passam de maconheiros vagabundos, baderneiros, desocupados, filhinhos de papai e destruidores do patrimônio público.
Imagem: Notícas.terra
Os chamados maconheiros desocupados são os responsáveis pelas estatísticas que citei acima.  Seis dos nove melhores cursos da USP e consequentemente os melhores do país estão cheios de maconheiros... é isso sociedade?
A mídia, tendenciosa até de mais deste país fez com que acreditássemos nessa balela de que o movimento feito pelos estudantes da USP resume-se à defesa do uso liberado da maconha dentro do campus.
Quem tem o poder da informação e tem interesses mostra só o que quer.
Rotular é muito fácil. Difícil é fazer um jornalismo sério e investigativo que mostre os dois lados da situação de forma igualitária e neutra.
Vejo muito jornalista fazendo careta quando falam dos estudantes da USP.
A questão da segurança nas universidades públicas é polêmica por demais. Quem deve fazer a segurança dos estudantes nas universidades públicas?
Se as universidades são públicas a segurança deveria também ser pública, mas o que acontece é que o mercado da segurança pública e dominado por policiais (em sua maioria por militares e civis) em busca de aumentar sua renda baixa devido aos salários vergonhosos que recebem.
Imagem: Google Imagens
Existe no Brasil um ramo de segurança federal? Se existe porque não são abertos concursos? Se não existe, então porque ele não é criado pelo governo federal?
Acredito que polícia militar não esteja preparada para lidar com estudantes universitários, já que a universidade é um lugar de diversidade e que busca a democracia. Nada contra os policiais (sou filha de um sargento da PM, prima de um policial civil e de um militar ambos do estado de Pernambuco) mas eles são preparados (muitos não são tão preparados assim) para reprimir o crime, prender bandidos. Será que estudantes universitários podem ser considerados bandidos? Será que eles podem ser presos por uma manifestação onde expressaram sua vontade de manter a polícia longe? 

Imagem: ultimosegundo.ig.com.br
Os três Uspianos detidos e depois liberados estavam portando a droga para consumo próprio! Eles não estavam vendendo dentro da universidade. A polícia não deveria prender os alunos que estavam portando a droga, mas deveriam estar indo atrás dos traficantes, deveria ter mais estrutura e pessoal para um monitoramento mais amplo das áreas de fronteira - a principal entrada de drogas no Brasil.
Lembram dos anos em que o Brasil foi ocupado por militares? Quem foram as pessoas que lutaram, que deram seu sangue e suas vidas pela democracia do país? Naqueles tempos, o ausência da PM nas universidades foram o combustível que os estudantes usaram para acabar com ela.

SE NÓS VIVÊSSEMOS NUM ESTADO DEMOCRÁTICO A PRESENÇA DA PM NA USP E EM TODAS AS OUTRAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS DO PAÍS SERIA BEM VINDA, PORÉM, VIVEMOS EM UM ESTADO AU-TO-RI-TÁ-RIO.
Imagem: Gazetaonline.globo.com
A POLÍCIA, EDUCADA PELA NOSSA BELA SOCIEDADE AUTORITÁRIA FOI PREPARADA PARA PRENDER TODO AQUELE QUE FOR CONTRA OS INTERESSES DOS SUPERIORES. OS ESTUDANTES DA USP COBRIRAM O ROSTO COM MEDO DAS REPRESÁLIAS QUE VIRÃO. 
LEMBREMOS QUE A MESMA POLÍCIA QUE CONDUZIU OS JOVENS À DELEGACIA PARA ASSINAR O TERMO CIRCUNSTANCIADO EM QUE AFIRMAM A POSSE DE DROGA PARA CONSUMO PRÓPRIO É A MESMA QUE POR VEZES MATA ACIDENTALMENTE CIDADÃOS INOCENTES, E , QUANDO ISSO ACONTECE TODA A SOCIEDADE CRITICA O POLICIAL OU  A DILIGÊNCIA QUE FOI RESPONSÁVEL PELA TRAGÉDIA. AÍ APARECEM DIREITOS HUMANOS E O ESCAMBAU PARA PUNIR A POLÍCIA QUE NESTE EPISÓDIO DA USP É TIDA COMO A SALVADORA DA PÁTRIA.
QUEM VENDE MACONHA PARA OS USUÁRIOS DA USP E DE TODAS AS OUTRAS UNIVERSIDADE ESPALHADAS PELO PAÍS? OU SE PENSA QUE MACONHA SÓ SE FUMA NA USP E NAS OUTRAS UNIVERSIDADES NÃO? POR ACASO OS ESTUDANTES TEM UMA PLANTAÇÃO PRÓPRIA DE MACONHA? 

É certo que os usuários estão dando dinheiro pra bandido e que isso fortalece a indústria do tráfico.
Não sou usuária de drogas, nunca fui e não tenho nenhuma pretensão de fumar maconha, crack ou afins. Acontece que eu prezo pela LIBERDADE. Vejo um monte de gente fumando maconha lá na UFPB e sinceramente, eles não me incomodam nem um pouco. Não gosto do cheiro da fumaça pois me sinto mal e evito os lugares que eles frequentam. Me parece que o pessoal da 'erva' se isola.
Não concordo com o uso liberado da maconha pois sei como a coisa funciona. Muita gente morre, desde plantador, mula, traficante, usuário e policial que reprime.
O caso da USP não foi gerado só por maconha. Tem polícia ameaçando o direito de ir e vir do estudante dentro da universidade. Isso é o pior pesadelo que um estudante pode ter.
 Minha proposta? Segurança pública treinada especialmente para trabalhar nos campi. 
Um estudante foi assassinado dentro do campus. Uma jovem foi estuprada. Mas é dessa forma que os estudantes merecem ser tratados? E não importa se são playboys ou não; a maioria das universidades federais está ocupada por pessoas de classe média alta.

O que eu quero?
QUE O ESTADO DE DIREITO ABRANJA TODO O TERRITÓRIO NACIONAL E NÃO PROCURE SÓ OS ESTUDANTES. QUERO QUE O TRAFICANTE SEJA PUNIDO, QUE O PLANTADOR SEJA PUNIDO TAMBÉM E QUE O POLICIAL BANDIDO QUE EXTORQUE, BATE E INSULTA SOFRA COM AS CONSEQUÊNCIAS DE SUAS ATITUDES TAMBÉM.
QUERO QUE A PM REVEJA SUA ATUAÇÃO: NÃO SOMOS CONTRA ELA, MAS CONTRA A FORMA QUE ELA AGE.
QUERO QUE OS REITORES CUMPRAM SEU PAPEL DE REITORES, POIS PARECE QUE NA MAIORIA DAS UNIVERSIDADES ELES BRINCAM DE SER REITORES.
QUERO CONCURSO PARA A POLÍCIA FEDERAL QUE PRECISA DE MAIS GENTE TRABALHANDO, POIS, AO MEU VER ELA É A MELHOR INDICADA PARA COMBATER O TRÁFICO NO BRASIL.
QUERO DEMOCRACIA NO BRASIL.

Desculpem qualquer coisa, mas esta é a minha opinião. Não tenho tantos argumentos... Não faço uso de maconha nem estudo na USP mas isso é revoltante. É uma questão de política sim!