quinta-feira, 3 de novembro de 2011

nº 01


Ele me trouxe rosas.
Porque haveria de me trazer flores?
Disse-me que queria fazer-me um pedido...
Atordoada neguei-lhe qualquer possibilidade.
Não posso... não quero.
Sinto muito!
Foi o que eu lhe disse.

O sorriso dele não se desfez,
E com um ar de quem sabe das coisas
Disse que já previa
que aquela seria
A minha resposta.

Não se mostrou triste,
Disse que seria mais paciente.
Eu o precavi
e avisei que é tempo perdido
esperar por mim.

Ele disse que jamais perdeu
seu tempo comigo
e que haverá de esperar mais sim...

Não insisti.
Sei que as minhocas da cabeça dele
Não aceitam ser contraditas.
Ele afirmou que tinha uma razão.

Mostrou-me uma novidade:
Uma tatuagem
escondida, pequenina
mas que não deixa de ser poesia.


Nenhum comentário:

Postar um comentário