sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Fragmento nº 17

Olá! Tudo bem?
Comigo sim, e com você?
Tudo ótimo. Como vão as coisas?
Vão bem, ou quase isso, não sei.
O que houve?
Nada de relevante. Nada que mude o destino do universo.
Já te falei sobre destino. O destino é você quem faz.
Isso é com você. Comigo funciona de outro jeito.
Não. Se funciona de outro jeito é por você não acreditar em si mesmo.
Eu nunca consigo nada do que eu quero mesmo.
Mentira.
(silêncio)
Então, o que você mais deseja?
Alguém.
Como assim, que ideia é essa querido?
Uma mulher que nunca será para mim.
Continue...
Uma mulher que é inatingível. Não existe um homem que possa segui-la. Ela é linda, parece perfeita
(Ela interrompe bruscamente) Perfeição? Você e essa mania de acreditar no que os olhos não vem.
Você não entende.
O que? Eu não entendo que você está ficando com a cabeça cheia de minhocas?
(risos)
Que mulher é essa?
Preciso mesmo dizer?

Pela covardia, por palavras subentendidas, por timidez ou descuido ela o desprezou. Não, ela não podia amar um homem que se rebaixava diante dela. Não era esse o homem que ela queria, ela queria olhar de igual para igual. Ele virou frase perdida num velho livro cheio de traças, enquanto ela seguiu para outra aventura.

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