terça-feira, 15 de novembro de 2011

Nas margens de mim

Tardes de fim de ano,
Árvores de Natal piscantes,
O calor de novembro,
O cheiro do feriado.

Tanta coisa miúda,
Tanta lembrança dele,
É tanta falta que chega a sobrar.

Sem ele a cuidar de mim
Fujo e finjo que estou bem.

Corto as penas das minhas asas,
Não troco de roupa
E fico parada na mesma esquina
Esperando ele voltar.

Tristes tardes de fim de ano.
Entediantes árvores de Natal piscantes...

Acho que ele não foi embora...
Não, ele ainda está ali!
O problema é que ele não me nota...

Penso que seja melhor assim.
Não posso tropeçar nas pedrinhas
Da estrada.
Deixarei que um dia ele me ache
Nas margens de mim.

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