domingo, 27 de novembro de 2011

Resolvi me afastar, e agora estou tentando tirar da cabeça. Não estou conseguindo, porém tentando. Não consigo mais aceitar relações pela metade. Em outras palavras, raspas e restos não me interessam.
Caio Fernando Abreu


É sempre assim quando a gente resolve não esperar mais pelo incerto. É isso mesmo: Incerto. Dói tanto que parece que o mundo vai desabar sobre minha cabeça, mas aceite, da mesma forma que eu aceitei, que na sua vida não há espaço pra mim. Estou sendo cruel, dramática, precipitada? Talvez. Você sabe que eu não sei esperar e que desisto facilmente das coisas. Sinto muito, muito mesmo, mas desisti de nós dois. Não é a primeira vez que eu digo isso, mas sinto que agora essa ideia vai mesmo se concretizar. Não dá mais pra esperar por você. Brasília? Bom pra você, não pra mim. Desculpa, mas acho que temos que parar por aqui.

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Ando pela rua a te chamar
Mas na verdade, tanto faz
Porque visto as frases que você me deu
Mas elas não me servem mais
O que aconteceu com seu futuro que era o meu?
Agora não adianta mais me responder
(nem venha me dizer)
Quem passou do ponto onde era longe
E de que jeito era o certo
Porque minha dor sempre se esconde
Mas nunca sai de perto
O que aconteceu com meu futuro que era o seu?
Eu não vou provar do seu antídoto
Que me salva e me condena a me encontrar perdido
Não preciso de você pra descobrir
Que a estrada infinita que tenho que seguir
Não leva a nada
Começamos o fim... É assim
O melhor pra você, o melhor pra mim
Eu não voltaria mesmo
E você não podia ter ficado aqui
(nunca foi tarde)
E hoje quando amanhece sol
Abro a janela para a chuva
Que coincidência: tua mão
Não cabe mais na minha luva
O que aconteceu com o futuro que morreu?...
Ou nunca existiu?
Você nem olhou pras coisas que admiro
E nem me ouviu
Mas era eu quem te chamava com meu último suspiro
O que aconteceu com o futuro que se perdeu?
(nunca foi tarde)
Nunca foi tarde - Paulinho Moska

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