segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Sobre meu gosto musical...

Fui uma criança feliz. 
Minha mãe sempre me levava pra barzinhos com música ao vivo e afins. Talvez isso tenha influenciado meu hábito de "tomar uma", mas considero tais experiências  como responsáveis pelo meu bom gosto musical.
Lembro de mim, pequenininha (considerando que até hoje o sou) sentada do lado da minha mãe e de um grupo de professores tomando refrigerante e ouvindo as pérolas do Raul Seixas.
Naquela época eu não tinha nem noção de quem era Raul Seixas, mas eu já sabia cantarolar muita coisa dele. Acho que a primeira música que aprendi foi Maluco Beleza.
Era muito engraçado ver meu professor de matemática bebaço cantando  "Vou ficaaaaaaarrr aaaaa ficar com certeza maluco belezaaaaa" Pior era quando ele começava a errar a letra de Metamorfose Ambulante: "se hoje eu sou estrela amanhã já se apagou, se hoje eu lhe odeio amanhã lhe tenho amor, lhe tenho amor, lhe tenho amor, te faço horror eu sou o amor". A cachaça já tava alta de mais pro cara pensar que era o Eros.
Enfim, curto muito o Raul, coisa rara para as pessoas da minha geração que pensam em Lady Gaga, Justin Bieber e Luan Santana.
Cresci ouvindo Simone, Ivan Lins, Caetano Veloso, Fagner, Zé Ramalho, Belchior e Mutantes. Também ouvia os Pholhas, Djavan e outros que não lembro. O bom de tudo isso é que conservei essas coisas e adicionei outras, como Otto, Chico Science, Ana Carolina, Gadú, Zeca Baleiro, Amy Winehouse e Adele.
Tempos bons aqueles...
Sou uma jovem feliz!

(...)
Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco...
É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal...
E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social...
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...
Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...

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