sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Sobre bancos e bebês.

Hoje pela manhã fui ao banco. Um martírio para mim. Odeio bancos, não gosto deles... às vezes penso ser uma fobia, mas acredito ser mesmo aversão aos guardas armados, ao ar-condicionado, ao cheiro de dinheiro aos tililins das máquinas e etc.
Pior são aquelas telas que você tem que retirar senha para ser atendido. As pessoas não sabem manusear aquilo e é um saco porque todas as pessoas te acham com cara de quem sabe tudo e te pedem para tirar senha para elas...
Eu estava sentada do lado da tal máquina, lendo uma versão em e-book de Doidas e Santas da Martha Medeiros. Enquanto minha mãe reclamava aos cochichos do atendimento indigno do banco, levantei a cabeça e vi um senhor, aparentando ter uns 70 anos se dirigindo para a máquina cuspidora de senhas.
Ele veio com um passinho manso, colocou os óculos e leu o que tinha na tela. Catucou aqui e ali e a máquina cuspiu a senha preferencial dele. Achei lindo! O senhor deu um banho em muita gente que fica esperando que os funcionários arrogantes do banco as ensine a manusear aquela coisa sem legenda (até eu tive dificuldade no tal do auto atendimento).
Então depois de duas horas conseguimos (eu e minha mãe) sermos atendidas. Saímos para sacar dinheiro e adivinhem: Não tinha dinheiro nos caixas eletrônicos, apenas dois estavam funcionando e havia uma multidão de pessoas pouco familiarizadas com o auto atendimento que necessitavam sacar seus benefícios sociais.
Achei um caixa e fui conferir o extrato da minha conta. Esperava ter lá 45 reais a mais, uma dívida de um trabalho vendido a uma sem-vergonha que estuda comigo. Preciso dizer não houveram lançamentos no mês de dezembro? Legal. Esculhambei a dita cuja em pensamento e viemos para aquele projeto de terminal rodoviário municipal de Santa Rita em busca de um alternativo para subir o morro do Alto das Populares.
Pegamos o carro. Eu, com uma dor terrível no joelho que está comprometendo minha mobilidade e me fazendo pensar no terror da fisioterapia, entrei no carro que tocava Marreta You Planeta.
O ambiente era completamente desfavorável para mim, mas, um bebezinho lindo chamado Ryan me salvou de uma terrível volta para casa.
O bebe tem sete meses, cabelos cacheadinhos e olhinhos verdes. Super simpático. Conversou comigo a viagem toda... Entre os "as" que ele pronunciava ele sorria. Era um sorriso sem dentes que colocava a língua pra fora. Ele colocou a mão no meu braço e veio pro meu colo. Super fofinho aquele guri.
Enfim, Ryan me fez pensar que eu poderia ser a mãe dele... Mas graças ao destino não sou. Estou tranquila em casa, ouvindo Adele e escrevendo este post.
No mais, tenho tentado não enlouquecer nesses dias preenchidos pela dor crua da minha perna. As minhas aspirações neste momento são: não voltar para a fisioterapia, arranjar companhia para o show de Lenine e ocupar minha noite de hoje assistindo o Senhor dos Anéis. Também quero achar uma namorada para Otto.
Ah! Parei de beber como tanta frequencia...
Até o próximo post pessoas!

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