sexta-feira, 16 de março de 2012

Versos de uma (ini)mizade

São torres.
Duas grandes torres
em chamas.
Fogo que faz
do que se pensava
amizade
nada mais que cinzas.

Como sobreviver?
Como não sentir
os dentes dos lobos
a me cortar a carne?

Crua.
Ah! Vida crua!

Deixo meu sangue escorrer
Pelos cantos
nojentos
das bocas
de quem pensa
prevalecer.

Lobos embriagados!
Todos eles
Com meu sangue.
E pensam
Que me levam
à morte.

Ingênuos!
A vida pode ser crua.
Posso fingir me entregar
Mas não se pode
crucificar
o que ultrapassa
teu próprio entendimento.

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